Conexão / Connection

[For English scroll down]

Photo credit: Pedro Silva 

 

Quando ouvimos o nosso corpo e nos conectamos com a nossa essência, algo mágico acontece! Já sentiram isto alguma vez? Acontece muito durante uma prática de yoga ou durante uma sessão de meditação, mas quando acontece de repente durante o dia, quando paramos e percebemos que estamos aqui, estamos no nosso corpo, no momento presente… é mágico. Aí sim sabemos que as sementes que plantámos, que o rebento de que tão bem cuidámos está a florescer e a brotar.

A minha jornanda no yoga e na meditação começou há mais de 10 anos. Desde então que é uma constante na minha vida, e cada vez mais desde que comecei a ensinar. Se todos os dias são perfeitos e sinto essa conexão? Não, de todo. Durante este tempo tive momentos sombrios, momentos em que encontrar a luz foi difícil. Momentos em que me senti perdida, em que questionei tudo, em que quis partir e não voltar. Mas em todos estes momentos ou fases da vida menos boas, voltei a encontrar-me. Umas vezes mais rapidamente, outras em que demorou mais. E sempre no caminho de regresso aprendi algo que me fez evoluir, que me fez crescer. Que me fez olhar orgulhosamente para trás e perceber que não poderia ser a pessoa que sou hoje sem ter passado pelo que passei.

Acredito que tudo tem um propósito, e tudo acontece por uma razão e quando tem que acontecer. A vida já me mostrou várias vezes que é assim, e que quando acredito tudo se torna mais fácil. Quando abro mão de expectativas e entrego o desfecho ao Universo, tudo se torna mais fácil. Tudo acaba por fluir.

Este último ano foi talvez dos mais difíceis da minha vida. Passei por muita dor física, incerteza, muitas limitações, uma cirurgia bastante invasiva à anca, com a respectiva difícil recuperação, uma mudança de casa e de cidade, um projecto novo de yoga e meditação, tudo com duas crianças pequenas e um trabalho desgastante às costas. Sempre tive fé de que tudo ia correr bem, mesmo quando deixei de acreditar, havia sempre cá no fundo uma luz, por vezes difícil de encontrar. Olho para trás agora e sei que fui uma guerreira. E não é para me gabar, de que não sou mesmo dessas coisas. Mas fui! E continuo a ser! No meio de ainda muita dor e limitação física, continuo a levar a minha vida para a frente, porque sei por onde é o caminho. Sei que tudo o que me acontece tem algo para me ensinar. É nesta aceitação que encontramos a liberdade e que tudo faz sentido.

 

 

 

When we listen to our body and connect with our essence, something magical happens! Have you ever felt this in your life? It happens a lot during a yoga practice or during a meditation session, but when it happens suddenly during the day, when we stop and realize that we are here, we are in our body, in the present moment … it is magic. Then we know that the seeds we have planted, that the seed we so well cared for is blooming.

My journey on yoga and meditation began more than 10 years ago. Since then it has been a constant in my life, and even more since I began teaching. If every day is perfect and I feel that connection? NO! Not at all. During this time I had dark moments, moments when finding the light was difficult. Moments when I felt lost, in which I questioned everything and wanted to leave and not return. But in all these less good times of my life, I found myself again. A few times more quickly, others took longer. And I always learned something that made me evolve, that made me grow. That made me proudly look back and realize that I could not be the person I am today without having gone through what I went through.

I believe that everything has a purpose, and everything happens for a reason and when it has to happen. Life has shown me several times that it works like that, and that when I believe in it everything becomes easier. When I give up expectations and deliver the outcome to the Universe, everything becomes easier. Everything ends up flowing.

This last year was perhaps the most difficult of my life. I went through a lot of physical pain, uncertainty, many limitations, a very invasive surgery to the hip, with a difficult recovery, a change of house and city, a new project of yoga and meditation, all with two small children and an exhausting work. I always had faith that everything was going to be ok, even when I stopped believing, I knew there was always a light somewhere, sometimes difficult to find. I look back now and I know I was a warrior. And this is not to brag, I don’t really like to do it. But I was! And I still am! In the midst so much pain and physical limitations, I continue to move my life forward because I know where the path is. I know that everything that happens has something to teach me. It is in this acceptance that we find freedom and that everything makes sense.

 

 

[Foto por Pedro Silva]

Lidar com a dor / Dealing with pain

[For English scroll down]

Photo credit: Pedro Silva 

Há 8 meses que tenho dores. Dores físicas, emocionais. Dor psicológica, dor espiritual. No princípio era só um incómodo menor e só doía ao fazer certos movimentos. Mas com o tempo começou a ser mais forte e tornou-se permanente. Algo com que aprendi a viver, que se tornou parte de mim. A minha melhor amiga e a minha pior inimiga.

Neste processo, passei por diferentes etapas. Primeiro neguei. Tentei fazer a dor desaparecer, fingi que não estava aqui. Então percebi que não seria assim tão fácil, que não ia embora. Na verdade piorou, chamando cada vez mais a minha atenção, dizendo-me que não iria embora até que eu escutasse o que tinha para me dizer.

Então eu disse: “Ok, o que queres de mim?” Parei e tentei ouvir. Eu estava lá, disposta a isso, mas aparentemente não conseguia entender o que me dizia. Então a dor começou a gritar tão alto que se tornou insuportável. Percebi que era sério, e decidi então expor-me à experiência e perceber as suas mensagens. E uma nova porta se abriu dentro de mim. Uma maneira totalmente nova de olhar para dentro, de aceitar, de lidar com o assunto. Uma viagem que tem sido literalmente dolorosa, mas que me tem ensinado muito.

As coisas acontecem por um motivo e eu realmente acredito nisso. As minhas práticas de yoga e meditação têm-me ajudado muito neste processo, e ainda ajudam, porque esta viagem ainda não acabou, é apenas o início.

Gostava de partilhar com vocês o que me tem ajudado ao longo deste caminho, pois pode ajudar outros também:

1. Movimento – não parem. Eu sempre gostei e senti a necessidade de movimentar o meu corpo, fosse indo ao ginásio, ou praticando yoga, ou caminhando ou correndo. Nestes últimos anos, depois que tive os meus filhos, parei de ir ao ginásio e tenho só praticado yoga em casa. Quando a dor começou na minha articulação sacro-ilíaca e anca, eu tive que parar com minha prática diária de Ashtanga yoga e reconsiderar outras formas de movimentar o meu corpo. Descobri que parar não era uma opção porque isso significava que a energia deixaria de fluir. Então tenho tentado ir ao meu tapete todos os dias ou pelo menos 4-5 vezes por semana para respirar e mover o meu corpo. Seguindo o que o corpo me pede, libertando tensão na parte superior das costas e ombros e em redor dos glúteos. A energia flui e sinto-me muito melhor depois.

2. Meditação – parem e sentem-se com a respiração. Esta prática tem sido bastante terapêutica para mim e uma ferramenta muito importante para me manter sã. Ajudou a aliviar as flutuações da mente e a tendência para racionalizar tudo. Também me permitiu olhar dentro da minha dor e sentar com ela observando-a, em vez de reagir e tentar fugir. Como parte de uma prática de mindfulness, tem-me ajudado a viver o momento presente, uma respiração de cada vez.

3. Psicoterapia – uma ótima ferramenta para olhar para dentro. Perceber de onde vem a dor e quais são suas mensagens. Colocando essas mensagens num contexto mais elevado para que eu possa viver com elas, aprenda com elas e curar-me de todas as formas possíveis. Porque todas as dores têm algo mais para nos ensinar do que o mero aspecto físico.

4. Amor-próprio – ninguém vai amar-vos e cuidar de vocês como vocês próprios. Aprender a aceitar o meu corpo como é, com dor e tudo; amá-lo, sentindo compaixão. Tratando-me como um ser inteiro.

5. Encontrem a vossa essência – e mantenham-se conectados a ela. Aquela parte de quem eu sou que às vezes se perde no meio de estar ocupada, que é esquecida, mas que precisa de conexão. Este processo tem sido extremamente poderoso e curativo para mim.

E agora estou prestes a embarcar noutra viagem ainda, de cura e autodescoberta mais profundas. Mas sobre isso e sobre a minha cirurgia, escreverei noutra altura!

 

I have been in pain for the past 8 months. Physical pain, emotional pain, psychological pain, spiritual pain. At first it was only minor and it hurt only when doing certain movements. But then it started to crawl inside and became permanent. Something I learned to live with. It became part of me. My best friend and my worst enemy. 

I went through different stages. First I denied. I tried to make it go away, pretended that it wasn’t here. Then I realized that it wouldn’t go, it actually got worst, calling my attention, telling me that it would not go away until I listened. 

So I said: ‘ok, what do you want?’ I stopped and tried to listen. I was there, willing, but apparently couldn’t understand what it was saying. So the pain started to scream so loud that it became unbearable. I understood that it was serious and I opened myself to truly understand and comply to its requests. And a whole new door opened inside me. A whole new way of looking inside, of accepting, of dealing with it. A journey in and on itself that has been literally painful but has taught me so much. 

Things do happen for a reason and I truly believe this. My yoga and meditation practice have helped me a lot through this process, and still do. Because this journey isn’t over yet, it’s just the begining.

I would like to share with you what has been helping me along the way, as it may help you too!

1. Movement  – do not stop. I always liked to move my body, either through going to the gym or my yoga practice, or walking or running. In these last few years, after I had my kids I stopped going to the gym and only practiced yoga at home. When the pain in my SI joint/hip started I had to stop my daily strong Ashtanga practice and reconsider other ways to move my body. I found out that stopping is not an option because that means the energy doesn’t flow. So I try to go to my mat every day or at least 4-5 times a week to breathe and move my body. Following what my body asks me to, releasing tension in my upper back and shoulders and around my gluteus. Energy flows, and I feel so much better afterwards.

2. Meditation – stop and sit with your breath. This has been very healing and a very important tool to keep me sane. It has helped ease the fluctuations of my mind and the tendency to rationalize everything. It has also allowed me to look inside my pain and sit with it, instead of reacting to it. As parte of a mindfulness practice, it has taught me to live in the present moment, one breath at a time.

3. Psycotherapy – a great tool to look inside. Understanding where the pain comes from and what are its messages. Placing these messages in a higher context so that I can live with it, learn from it and heal in every way possible. 

4. Self-love – no one will love you and take care of you like yourself. Learning to accept my body as it is, with pain and all; love it, feel compassion for it. Treating myself as a whole being.

5. Find your essence – and stay connected to it. That part of who I am that sometimes gets lost in the midst of being busy, that gets forgotten, but that needs connection. This has been extremely powerful and healing for me.

I am about to embark on a bigger journey of healing and self-discovery with my upcoming hip surgery. But on that I will write another time!

 

Criar Espaço / Create space

[For English scroll down]

Recentemente apercebi-me da necessidade de criar espaço. Criar espaço dentro de mim, do meu corpo, da minha alma, da minha mente, da minha vida. Criar espaço na minha forma de pensar e de ver e sentir as coisas. Criar espaço na minha prática de yoga, no meu trabalho, na forma como educo os meus filhos e me relaciono com os outros.

Apercebi-me de que criar espaço significa parar e sentir e ouvir. Significa abrir-me de forma a que possa seguir os meus sonhos e o meu projecto de vida.

Cada vez me apercebo mais de como esta vida stressante que muitos de nós levamos, sempre com uma lista infindável de a fazeres e de compromissos, não nos deixa muito tempo e espaço para apenas sermos. Para apenas estarmos connosco. Para estarmos presentes e conscientes no que fazemos e dizemos.

Mesmo que pratiquemos yoga e meditação, muitas vezes a prática é apenas mais uma entrada na nossa lista de a fazeres à qual colocamos uma cruz depois de feito. É claro que ajuda porque pelo menos paramos e respiramos nestes momentos.

Mas eu apercebi-me de que a minha prática de yoga estava um pouco a ser feita assim, para colocar um check! Para me fazer sentir bem no meu corpo e mente. Mas que de facto não estava a sentir nem a criar espaço no que estava a fazer. Não estava a conseguir ouvir o que o meu corpo queria e precisava ou se calhar não o queria fazer. Era mais fácil prosseguir com o que me era familiar e antes tinha resultado.

Então parei, e percebi que não estava a criar espaço. Percebi que certas partes do meu corpo estavam fechadas e gritavam para serem ouvidas. É fácil perdermos esta conexão, mesmo depois de anos e anos a praticar e a ensinar yoga. Sim, é fácil. Se é fácil admitir? Não, não é. Mas aqui estou eu a fazê-lo! A admitir e a aceitar que me deixei levar pelo hábito em vez de o fazer com consciência plena. Sem me julgar, sem me culpar, sem me criticar. Se calhar foi mesmo assim que teve que acontecer para que eu me pudesse conhecer um pouco mais!

 

Recently I realized the need to create space. Create space inside myself, my body, my soul, my mind, my life. Create space in my way of thinking and seeing and feeling things. Create space in my yoga practice, in my work, in the way I raise my children and relate to others.

I realized that creating space means stopping and feeling and listening. It means opening myself so that I can follow my dreams and my life project.

This stressful life that many of us live in, always with an endless list of things to do and lots of commitments, does not leave us much time and space to just be. To just be with ourselves. To be fully present and aware of what we do and say.

Even though we practice yoga and meditation, often the practice itself is just another entry on our to do list, to which we put a cross after it is done. Of course it helps because at least we stop and breathe for a moment.

I realized that my yoga practice looked a little like that, just another item on my to do list so that I could put a check on it! To make me feel good in my body and my mind. But in fact I was not feeling or creating space in what I was doing. I could not hear what my body wanted and needed or maybe I did not want to. It was easier to just go on with what was familiar to me, and had worked before.

So I stopped, and realized I was not creating space. I noticed that certain parts of my body were closed and screamed to be heard. It is easy to lose this connection, even after years and years of practicing and teaching yoga. Yes, it is easy. But is it easy to admit? No, it’s not. But here I am doing it! To admit and accept that I let myself be carried away by the habit instead of doing a practice with full consciousness and presence. Without judging me, without blaming myself, without criticizing me. Maybe it was like it was meant to be so that I could learn a bit more about myself!

Solstício de Verão / Summer Solstice

Hoje é o dia mais longo do ano e começa o Verão, a estação do ano preferida de muita gente. Os dias longos e quentes, o tempo de praia, as férias… Esta transição de mais uma estação do ano é mais uma oportunidade de nos conectarmos com os ciclos naturais do planeta em que vivemos. O Solstício de Verão pode ser especialmente marcante, pois é uma altura de celebração da luz no seu expoente máximo, quando estamos mais perto do Sol e do seu calor, do fogo!

É uma altura em que podemos usar a metáfora do fogo para nos vermos livres do que já não nos serve, daquilo com que já não nos identificamos. É o culminar de todo um processo de desabrochar com a chegada da Primavera, mas também de preparação para os dias mais curtos e para o Inverno que hão-de chegar.

É altura de olharmos para dentro e estabelecermos o que queremos para nós e para a nossa vida. De criarmos a nossa lista de intenções, ou revisitarmos a que criámos no início do ano.

Deixo aqui algumas ideias para que este dia não vos passe ao lado.

  • Meditar um pouco de manhã cedo ou ao fim do dia. Meditar não tem que ser complicado, basta sentarem-se nem que seja 1 ou 2 minutos com a vossa respiração. Sentindo e observando os pulmões a encher e esvaziar de ar
  • Escrever em vários pedaços de papel as coisas que já não vos servem: sentimentos, ideias, acontecimentos. Depois queimá-los no fogo, seja numa vela ou numa taça (tendo os devidos cuidados claro!)
  • Fazer uma prática de yoga, conectando o nosso corpo, mente e respiração. Se nunca praticaram, porque não experimentarem uma aula hoje? Hoje celebra-se também o Dia Internacional do Yoga!
  • Passar algum tempo ao ar livre em contacto com a natureza, ou apenas sentindo o sol na pele!

Experimentem criar estes hábitos de conexão com os ciclos, com a Natureza! É tão importante na vida muitas vezes acelerada demais em que vivemos!

 

Today is the longest day of the year and the beginning of Summer, the favorite season for many people. Warm long days, beach time, summer holidays … This transition of yet another season is an excellent opportunity for us to connect with the natural cycles of the planet we live in. The Summer Solstice can be especially striking, for it is a time of celebration of Light in its highest exponent, when we are closest to the Sun and its heat, the fire!

It is a time when we can use the metaphor of fire to free ourselves from what no longer serves us, from what we no longer identify with. It is the culmination of a whole process of blossoming with the arrival of Spring, but also of preparation for the shorter days and for the winter that will arrive.

It is time to look inside us and establish what we want for ourselves and for our life, for creating our list of intentions, or revisiting the one we created earlier this year.

I leave you with some ideas of how you can make this day special to you.

– Meditate a little early in the morning or at the end of the day. Meditation does not have to be complicated, just sit for a minute or two with your breath. Feeling and observing the lungs filling and emptying of air

– Write in various small pieces of paper the things that no longer serve you: feelings, ideas, events. Then burn them in a fire, whether in a candle or in a cup (having proper care of course!)

– Do a yoga practice, connecting our body, mind and breath. If you’ve never practiced, why not try a class today? Today we also celebrate International Yoga Day!

– Spend some time outdoors in contact with nature, or just feel the sun on your skin!

Try to create these habits of connection with cycles, with Nature! It is so important nowadays in our often accelerated lives!

Sobre o Yin Yoga / On Yin Yoga

Iniciei a minha exploração pela prática de Yoga há 10 anos, mas foi apenas quando experimentei o Ashtanga Yoga há cerca de 7 anos que me rendi a uma prática diária. Logo desde as primeiras práticas senti uma profunda mudança interna, um desejo cada vez maior de me conhecer, de aprender a respeitar o meu corpo, e uma sede de conhecimento por esta prática que é o Yoga. Soube que o meu caminho era por ali. E assim aprofundei, todos os dias no meu tapete, nos primeiros 2-3 anos com professor, nos últimos anos sem professor, a praticar em casa. Aprofundei lendo livros, praticando com vários professores e viajando para a India, para a origem do Ashtanga Yoga.

Tudo parecia fazer sentido, e com o passar dos anos, cada vez eram mais claros para mim os benefícios desta pratica intensa, que nos verga, que nos dobra, perante todos os obstáculos da vida,e que nos ensina a sermos mais fortes, mais corajosos.

Mas foi também surgindo uma vontade de explorar outros métodos, outros caminhos. Foi quando me deparei com o Yin Yoga. Comecei a ler sobre o método e pareceu-me que era mesmo o que eu estava a precisar: praticar posturas no chão onde se permanece por algum tempo, trabalhando sobretudo as articulações e ligamentos. Com duas crianças pequenas em casa, e sem dormir mais que 2-3 horas por noite, o meu corpo estava a acusar um cansaço extremo e uma prática física exigente estava a retirar-me ainda mais energia do que a dar. Comprei então livros, falei com praticantes e decidi experimentar em casa.

De notar que uma prática Yin (calma, passiva) é o oposto de uma prática Yang (intenso e acelerado), como o Ashtanga. E na primeira vez que me vi sentada no tapete a permanecer nas posturas durante 1, 2, 3 minutos, a sentir desconforto, confrontada com os meus pensamentos, a minha mente começou a reagir: ‘sai daqui, o que estás tu a fazer? Vá levanta-te, inspira braços para cima, expira braços para baixo, salta atrás, salta à frente!’ Típica mente de Ashtangi. Mas lá me aguentei e pratiquei algumas posturas com tempo de permanência de 2-3 minutos. Custou, mas decidi continuar a praticar pelo menos uma vez por semana. Ao fim de duas práticas comecei a sentir uma grande diferença nas minhas ancas que são naturalmente pouco flexíveis. Comecei também a sentir que esta prática passiva me dava tempo e oportunidade de olhar ainda mais para dentro, de aprender a lidar com os sentimentos que vinham à superfície. Percebi que era uma prática muito intimamente ligada ao mindfulness. E mergulhei em livros para saber mais e mais. E comecei a experimentar em mim, diferentes sequências de posturas, diferentes tempo de permanência. Sempre com uma respiração suave com som. Sempre estando presente e observando sem juízos de valor. Tentando perceber de onde vem o desconforto, que emoções estão alojadas em cada parte do corpo. E ao longo de vários meses de prática sinto uma grande transformação, não só ao nível das minhas articulações mas uma transformação interna, uma (ainda!) maior consciência e respeito pelo meu corpo. Um maior entendimento de mim mesma.

Teria lá chegado com a prática de Ashtanga? Provavelmente sim, mas a prática de Yin tem-me trazido outros benefícios que a prática de Ashtanga não traz. A prática de Yin promove o estiramento dos tecidos mais internos, fascia e ligamentos, promovendo a libertação de energia estagnada e de sentimentos alojados nestes tecidos. Uma prática mais Yang, mais muscular não o permite. O maior tempo de permanência nas posturas numa prática de Yin promove ainda o estabelecimento de um maior nível de consciência do nosso corpo, dos nossos sentimentos. Convida a estarmos presentes, a lidarmos com o que está a acontecer, a percebermos o porquê de alojarmos tensões aqui e ali. E não temos por onde fugir, está ali à nossa frente.

A conjugação das duas práticas é na minha opinião perfeita. O equilíbrio entre Yin e Yang, entre o feminino e o masculino, o frio e o quente, o interno e o externo, a Lua e o Sol. Num eterno e contínuo crescimento, entendimento e aceitação de quem somos.

Se quiserem explorar esta prática, venham praticar comigo! Enviem e-mail para rita.amaral.pt@gmail.com para mais informações! 

 

 

I started my Yoga journey ten years ago, but it was only when I tried Ashtanga Yoga at around 7 years ago that I surrendered to a daily pra

ctice. Right from the first practices I felt a profound internal change, an ever increasing desire to know myself, to learn to respect my body, and a thirst for knowledge through this practice that is Yoga. I knew I had found my way. And so I went deep, every da

y on my mat, in the first 2-3 years with a teacher, in recent years without one, practicing at home. I read books, practiced with various teachers and travelled to India, to the origin of Ashtanga Yoga.

Everything seemed to make sense, and as the years went by, the benefits of this intense practice became clear and clear to me. Teaching me to be fierce, how to face life’s obstacles and how to be strong and courageous. But a desire to explore other methods, other ways of this journey also grew within me. That was when I came across Yin Yoga. Being a mother of 2 small children and with only 2-3 hours of sleep per night, I as extremely tired and an intensive physical practice was draining my energy even more. So I began to read about the method and it seemed that it was just what I needed: to practice seated and supine postures, holding them for a certain amount of time in order to stretch more internal tissues. I bought books, talked to practitioners and decided to try it at home.

Note that a Yin practice (calm, passive) is the opposite of a Yang practice (intense and accelerated), like Ashtanga. And the first time I saw myself sitting on my mat holding postures for 1, 2, 3 minutes, I felt deeply uncomfortable and confronted with my thoughts, my mind began to react: ‘Get out of here, what are you doing? Inhale arms up, exhale arms down, jump back, jump through!’ A typical Ashtangi’s mind. But I put up with it and practiced some postures, holding them for 2-3 minutes. It was difficult, but I decided to continue practicing at least once a week. At the end of two sessions, I began to feel such a great difference in my hips, that are naturally quite stiff. I also began to feel that this passive practice gave me more time and opportunity to look further inward, to learn to deal with the feelings that came to the surface. I realized that it was a practice very closely linked to mindfulness, to staying present. And I dived into books to learn more and more. And I began to experiment in myself, different sequences of postures, different holding times. Always with a soft breath with sound. Always being present and observing without judgment. Trying to understand where the discomfort comes from, what emotions are stuck in every part of my body, letting them out, with tears if needed! And over many months of practice I feel a great transformation, not only on my joints but also an internal transformation, a greater awareness and respect for my body. A greater understanding of myself.

Had I possibly gotten there sticking with only Ashtanga? Probably yes, but the practice of Yin has brought me other benefits that the Ashtanga practice has not. The practice of Yin works on more internal tissues, like fascia and ligaments, promoting the release of stagnant energy and blockages and feelings stucked inside these tissues. A more Yang, more muscular practice does not allow this. The longer periods of time we hold postures in a Yin practice,  promotes the establishment of a higher level of awareness of our body, of our feelings. This invites us to be present, to deal with what is happening right now, to realize why we store tensions here and there.

The combination of the two practices is in my opinion perfect. The balance between Yin and Yang, between feminine and masculine, cold and hot, inner and outer, the Moon and the Sun. In an eternal and continuous growth, understanding and accepting who we are.

If you would like to explore this practice, come practice with me! Send me an e-mail to rita.amaral.pt@gmail.com for more informations.

Yoga e alimentação Vegan – Entrevista a Maria do blog MãeGuru

Inicio um novo conjunto de artigos com entrevistas ou contribuições de pessoas que me inspiram e que espero vos inspirem a vocês também! Este primeiro artigo contêm uma entrevista à maravilhosa Maria que está por detrás do blog MãeGuru!

1. Como é que o Yoga apareceu na tua vida?

Aos 20 anos estava a terminar a formação no Instituto Português de Naturologia, estudava durante a noite e trabalhava durante o dia e de madrugada, um ritmo frenético me acompanhava, mas tinha um objetivo, em Setembro iria pegar numa mochila e seguir rumo ao Brasil, precisava de me afastar, de parar e me encontrar. Foi uma altura de grandes questionamentos sobre a Vida.

E assim foi, algo me chamava para aquela terra, uma viagem que seria apenas de um mês, mas longos meses se passaram e até anos.

O Yoga surgiu nessa caminhada, pós me a prova e conquistou-me. Voltei a Portugal uns meses, vendi o meu carro e doei toda a minha roupa, ficando apenas com uma mala de viagem.Voltei.

Foram anos de  transformações internas muito profundas, auto propus me a passar noites sem tecto e mesmo dias sem acesso a comida ou água, contacto directo na natureza mais profunda e com todos os seres que lá habitam..Os desafios foram enormes, mas a certeza que foi um processo necessário para a consciência de hoje.

Fui em busca de auto conhecimento, valores da Vida? Encontrei isso e muito mais, o verdadeiro amor, trouxe de lá a minha filha, Noá Zaya e a certeza que queria espalhar os ensinamentos do Yoga a todos os interessados.

2. Que mudanças sentiste?

O Yoga transformou a minha vida, se há algo que serei eternamente grata, é por essa descoberta.

Não pedir, agradecer.

Dar valor ás pequenas coisas, ás mais simples e verdadeiras.

A mudar o pensamento, claro que todos temos e teremos problemas e dias bastante complicados na nossa vida, mas para mim o que foi realmente transformador foi o simples entendimento que tudo na vida é transitório e que estamos aqui para vivenciar todos os sentimentos e não oprimir os menos bons.Eles existem por algum motivo, para aprendermos algo, para nos superarmos a cada dia.

O Yoga é a maior ferramenta e a mais poderosa.Trabalhando a respiração, consciência e auto desenvolvimento.

Ensina nos a vivenciar de uma forma mais presente o Presente.

Aprimoramento de força, flexibilidade e equilibro no tapete primeiramente e que inconscientemente levarás essas qualidades para os desafios do teu dia a dia.

3.  Como surgiu a alimentação vegan? Veio depois do yoga ou já eras vegan antes de começares a praticar?

Deixei primeiramente a carne em 2012, nunca almejando ser Vegan, sinceramente na altura achava que era uma opção extremista (risos). Há cerca de três anos atrás quando morava no Brasil e estava a começar a descobrir o Yoga  deixei o peixe e continuando sem almejar ser Vegan um dia.

Entretanto engravidei e começou uma preocupação sobre como seria a futura alimentação da minha filha, deparei me com a indústria dos derivados de animais e fiquei absoltamente chocada ao ver tamanha crueldade em prol do prazer humano.Assim que a Noá nasceu, parei de comprar derivados de animais e a certeza que não iria mais fazê lo. Fui comendo na rua algumas coisas com os seus derivados e cada vez ficava mais perplexa ao notar que os derivados estavam por todoo o lado, pão de supermercado, muitos dos chocolates, granolas, enfim..Comecei a ter um cuidado extra nas minha compras e claro a opção de fazer a maior parte dos alimentos na minha cozinha .

4.  Quais são os maiores desafios de uma alimentação vegan?

Inicialmente senti um grande choque a nível social quando deixei a carne, pois não conhecia ninguém com a mesma opção alimentar, entretanto as coisas evoluíram um pouco e senti cada vez mais uma abertura e respeito das pessoas a conhecer este estilo de vida e além de conhecer cada vez mais pessoas neste registo.

As pessoas mais chegadas, realmente conseguiram constatar que estava mais saudável, não me recordo de ficar doente, e a minha filha com 16 meses nunca necessitou de ir a um hospital ou tomar quaisquer medicamentos.

Mas assim que a Noá nasceu, os desafios foram crescendo. A sua envolvente social não tem este registo alimentar. Dúvidas, sugestões inconvenientes, críticas estão sempre presentes. Aí o Yoga entra mais uma vez, na paciência. Percepção de que nós é que estamos em minoria e que os questionamentos irão fazer parte mas sempre numa esperança que essa minoria passe para o outro lado 🙂 A verdade é que a pessoas sempre ficam impressionadas positivamente com o desenvolvimento da minha filha.

Senti também uma grande dificuldade em escolher um pediatra para a minha filha, felizmente depois de várias tentativas encontrei um Pediatra que é bastante informado neste sentido com o qual estou muito satisfeita.

5. Que conselhos darias a alguém que queira adoptar uma alimentação vegan?

-Aprender a cozinhar!Sem dúvida que este é o maior conselho que poderei dar.

Eu apaixonei me com a culinária vegan, nutritiva, colorida, cheirosa, diversificada…enfim..um amor para a Vida.

Hoje temos um mundo de receitas online á distância de um click, é só investirem algum tempo e colocarem mãos á obra.

-Ganhar o hábito que ler todos os ingredientes nos produtos comprados, pois até mesmo naqueles que não imaginas, poderá lá estar um “soro de leite” presente .

 

Maria Couto. Eterna apaixonada por todas as formas de Vida.Nasceu no Porto a 21 de Dezembro de 1993. Formou-se no Instituto Português de Naturologia. Uma grande introspecção levou-a a um questionamento de tudo o que lhe fora ensinado até então. Deixou de fazer sentido uma alimentação onde os animais estivessem presentes, e a procura por novas soluções, deu-lhe a conhecer um novo Mundo, repleto de aromas, cores e texturas. Mundo que a inspira e fascina a cada dia.Assim que terminou a formação, pegou numa mochila e com um mapa aventurou-se rumo ao Brasil.Teve oportunidade de se explorar e encontrar enquanto ser humano, em todos os seus ângulos, até os mais obtusos.Uma viagem que acabou por mudar a sua vida…O Yoga apareceu…colocou-a à prova e conquistou o seu coração.Uma relação da Vida para a Vida. A vontade de aprofundar o conhecimento e transmiti-lo a todos ao seu redor levou-a fazer a formação de Yoga.Dá aulas de Hatha Yoga e é autora do blog MãeGuru que surgiu com toda a curiosidade e interesse sobre o dia a dia, alimentação vegana, educação consciente de uma mãe para uma filha.

Cuidados corporais Yoga & Ayurveda / Yoga & Ayurveda skin products

Sempre fui fã de usar óleos na minha pele, principalmente em massagens. Óleo de coco, de sésamo, de amêndoas doces e de rícino. Cada um com as suas propriedades específicas, têm sempre um efeito benéfico no corpo e na pele! Sempre os usei o mais puro possível, biológicos e de primeira pressão!

Sempre me encantaram os aromas e as propriedades destes óleos quando combinados com óleos essenciais mas nunca explorei muito as possibilidades que eles nos podem proporcionar.

Até que recentemente conheci a marca Heart Intention & Yoga Oils, uma marca Portuguesa de cuidados para Equilíbrio do Corpo, Mente e Alma inspirada na ancestralidade do Yoga e Ayurveda. Decidi experimentar dois óleos, o óleo Vata e o óleo Yin Yoga. O óleo Vata porque segundo a Ayurveda este é o meu dosha predominante e mais desequilibrado nesta altura do ano por causa do frio e do vento. (Para saberem mais sobre Ayurveda e doshas leiam este POST.) O óleo Yin Yoga pareceu-me fazer sentido já que esta prática de yoga tem-me trazido bastantes benefícios para equilibrar a minha prática de Ashtanga que é uma prática bastante Yang. Escreverei mais sobre os princípios Yin e Yang num próximo post.

Com ambos os óleos tive uma experiência sensorial fantástica, difícil de pôr em palavras! Os aromas, a textura, mas sobretudo a sensação que permanece no corpo, na alma e na mente são indescritíveis. Estes óleos não são só naturais e biológicos como são feitos com todo o amor e dedicação pela Mónica, que está por detrás da marca. E isso sente-se, e muito! Não são meros óleos que poderíamos comprar numa loja, são muito mais que isso, já que a Mónica personaliza-os e trata-os com Reiki. Posso dizer que fiquei rendida e apaixonada. Já fazem parte da minha rotina diária! Uso-os como perfume, colocando umas gotas atrás das orelhas e nos pulsos, ou após a minha prática de yoga para meditar ou depois do duche como hidratantes de corpo e claro também nas massagens!

Aconselho vivamente a experimentarem os produtos Heart Intention & Yoga Oils, que podem conhecer AQUI. Se usarem o código RA-HIYO têm um desconto de 10%, por isso aproveitem!

 

I have always been a fan of using oils on my skin, especially in massages. Coconut oil, sesame oil, almond oil and castor oil. Each with its specific properties, they always have a beneficial effect on the body and the skin! I have always used them as pure as possible, biological and cold-pressed!

Although I have been fascinated by the aromas and properties of these oils when combined with essential oils, I have never explored much the possibilities that they can offer us.

Until I recently found Heart Intention & Yoga Oils, a Portuguese brand of care for Body, Mind and Soul, inspired by the ancestry of Yoga and Ayurveda. I decided to try two oils, Vata oil and Yin Yoga oil. Vata oil because according to Ayurveda this is my predominant and most unbalanced dosha, specially at this time of the year because of the cold and the wind. (To know more about Ayurveda and doshas read this POST.) The Yin Yoga oil seemed to make sense to me since this yoga practice has brought lots of benefits to balance my Ashtanga yoga practice which is quite Yang. I will write more about the Yin and Yang principles in a next post.

With both oils I had a fantastic sensorial experience, hard to put into words! The aromas, the texture, but above all the sensation that remains in the body, the soul and the mind are indescribable. These oils are not only natural and organic, but as they are also made with love and dedication by Monica, who is behind the brand. And that makes all the difference and you can feel it! These are not the oils that you can buy in a store, these are much more than that, since Monica personalizes them and treats them with Reiki. I can say that I am surrendered and in love. They are already part of my daily routine! I use them as a perfume, behind my ears and in my wrists, or after my yoga practice to meditate, or after a shower to hydrate my skin and in my massages as well.

Get to know the products HERE and if you use the code RA-HIYO you have a 10% discount in your purchase, so enjoy!

Encontrar um bom tapete de yoga / Finding a yoga mat that works for you

[For English scroll down]

Um dos materiais mais importantes para a prática de yoga, quer de yogis novos ou daqueles mais experientes é o tapete. No melhor dos casos, os tapetes facilitam o nosso crescimento e a energia, apoiando nossos movimentos. Na pior das hipóteses, um tapete pode interferir na ligação mental que a prática de yoga nos proporciona, por ser escorregadio ou muito fino.

Se estão à procura do vosso primeiro tapete de yoga ou se apenas querem tentar algo novo e diferente, a equipa do site Reviews.com concluiu que existem alguns factores a levar em conta ao escolherem o tapete que melhor se adequa à vossa prática:

Materiais

As opções mais populares hoje em dia são feitas de PVC (cloreto de polivinilo), que tende a funcionar bem em aulas normais. Poderão optar por um material mais ecológico, ou simplesmente preferir a sensação de um tapete mais natural. Se este for o caso, podem  explorar os que são feitos de algodão, juta, borracha natural reciclada, resina ou bambu / cânhamo.

Estrutura da célula fechada ou aberta

A estrutura celular de um tapete tem a ver com a sua absorção. Os tapetes de células fechadas não absorvem a humidade, facilitando assim a sua limpeza. Os tapetes de células abertas tendem a absorver a humidade, permitindo maior aderência durante as aulas aquecidas.

Espessura e densidade

Algumas posturas de Yoga requerem equilíbrio, pelo que um bom tapete deve ser grosso o suficiente para ser amortecedor, mas não tão grosso que dificulte o equilíbrio. A espessura dos tapetes podem variar de 2 a 5 mm, sendo que os tapetes mais finos tendem a ser mais populares entre aqueles que gostam de se sentir mais o chão e os mais espessos para aqueles que preferem uma sensação mais almofadada.

Design e Textura

Existem inúmeros detalhes de design quando se procura um tapete. Embora essas opções dependam de preferências pessoais, a textura pode realmente ser bastante importante. Considerem sempre como é que sentem a superfície do tapete  tanto no início como no fim da aula (antes e depois do suor). Aqueles que são propensos a escorregar mais é melhor optarem por um tapete com uma textura que possa evitar isso.

Preciso de um tapete?

De igual importância é a questão de saber se um tapete de yoga é ou não necessário para a prática. Algumas pessoas podem optar por praticar sem tapete, mas isto vai depender também do tipo de prática . O ambiente de prática também afetará essa escolha. Se estão a  participar de uma classe de grupo, muitas vezes é mais seguro usar um tapete para manter o espaço pessoal e evitar lesões.

Para ler o artigo completo divulgado pela Reviews.com e para ver os tapetes que eles recomendam, vejam aqui: http://www.reviews.com/best-yoga-mat/.

yoga mats

One of the most important materials for practice for new and seasoned yogis is a mat. At their best, our mats facilitate growth and energy by supporting our movements. At their worst, a mat can stand in the way of the mental connection to yoga by slipping, bunching, or being too thin. As the Huffington Post put it, “You and your mat are going to see the best and worst of each other.”
Whether you’re looking for your first mat or just wanting to try something new, the team at Reviews.com determined that there are a few things to consider when finding a mat:

Materials

Popular options today are made of PVC (polyvinyl chloride), which tends to work well in normal classes. You may opt for a more eco-friendly material, or simply prefer the feel of a more natural mat. If so, explore those made of cotton, jute, recycled natural rubber, resin, or bamboo/hemp.

Open v. Closed Cell structure

The cell structure of a mat has to do with its absorbency. Closed-cell mats don’t absorb moisture, making them easy to wipe clean. Open-cell mats tend to absorb moisture, allowing for more grip during heated classes.

Thickness and Density

Yoga incorporates a lot of balance, so a mat should be thick enough to cushion you from the ground but not so thick that it makes it hard to balance. Mats can range from 1/16” to ¼”, thinner mats tending to be popular amongst those who like to connect with the ground and thicker for those who prefer more cushion.

Design and Texture

There are seemingly infinite design details when looking for a mat. While these options are up to personal preference, texture can actually be quite important. Imagine how the surface of the mat might feel at both the beginning and end of class (before and after sweat). Those who are prone to slipping on a mat may opt for a textured mat to help with this.

Do I need a mat?

Of equal importance is the question of whether or not a yoga mat is even necessary for practice. Some yogis may opt to go without a mat, which may facilitate the most seamless experience. Be advised that the environment you’re in will impact that choice. If you’re participating in a group class, it is often safest to use a mat to maintain one’s personal space and avoid injury.
 
To read the entire article released by Reviews.com and to see mats that they recommend, take a look here: http://www.reviews.com/best-yoga-mat/
 

Yoga Diary: Não fujo mais / I will no longer run away

[For English scroll down]
Mais uma vez estou a ter que lidar com lesões. Quem exercita o corpo de qualquer forma, seja ela desporto, no ginásio ou yoga sabe que está sujeito a lesões. Acontece. É frustrante, mas faz parte. Eu como tenho muitos problemas na minha coluna, apesar de o yoga me ajudar tremendamente, às vezes lesiono-me. Desta vez até nem foi directamente na prática, foi excesso de stress, má posição a trabalhar no computador e a dormir que resultou num torcicolo bastante doloroso, a juntar a uma dor na região lombar que me persegue há meses.

Anteriormente, a minha abordagem a uma lesão era não praticar. Estar parada e esperar que a lesão passasse. No entanto, recentemente apercebi-me que isso era equivalente a fugir. Fugir da dor. Muitas vezes a dor numa lesão tem muito para nos ensinar, principalmente quando advém de uma prática de yoga. É claro que há lesões e lesões. Mas o que aprendi recentemente é que o melhor é trabalhar à volta da dor, sem forçar nada. Mas tentar perceber porque está lá.

Então apesar de não conseguir fazer a minha prática normal, tenho optado por ir na mesma para o tapete. Foco-me na respiração e movimento o meu corpo na medida do possível. Faço umas saudações ao sol e algumas posturas em pé, modificando o que é necessário para não me magoar. Mas estou presente, estou no tapete, estou a praticar yoga de uma forma muito mais profunda do que se estivesse a praticar normalmente, sem restrições físicas. Uso a minha respiração para curar o meu corpo, para o aquecer e fazer com que a energia circule e elimine quaisquer obstáculos que estejam presentes. No fim, medito e tento perceber o que de facto se esconde por baixo da lesão.

Descobri que assim não fico frustrada, faço o que é possível, mas não fujo. Enfrento o que há para enfrentar, com calma, com paciência e com coragem.

Se quiserem ler mais sobre como lidar com lesões no yoga podem ler aqui um artigo que escrevi para o site MindBodyGreen.

 

Once again I am dealing with injuries. Everyone who exercises the body in any way, be it sports, the gym or yoga knows that is subject to injury. It happens. It’s frustrating, but it’s how it is. I have several problems in my column, and even though yoga helps me tremendously, sometimes I injure myself. This time it was not even directly in my yoga practice, but more likely excessive stress, poor position working on the computer and sleeping, which resulted in a rather painful stiff neck, together with a pain in my lower back that has been chasing me for months. In previous times, my approach to injury was not practicing yoga and wait for the injury to heal on its own.
 
However, I have recently realised that this approach is like running away…from the pain. Often the pain in an injury has a lot to teach us, especially when it comes from a yoga practice. Of course there are injuries and injuries. But I recently learned that it is best to work around the pain, without forcing anything. Instead trying to understand why it is there.
 
So although I can not do my usual practice, I have decided to step into my  mat, focusing on breathing and moving my body just as far as it is able to. Do a few sun salutations and standing postures, modifying as necessary so not to hurt me. I am fully present, I am on my mat, I am practicing yoga in a much more profound way than if I was practicing as usual. I use my breath to heal my body, to warm it up and have the energy circulating and removing any obstacle present in my body. To finish, I meditate and I try to understand what is really lying beneath the injury.
 
I found that by practicing this way, I do not get frustrated, I do what I can, but I do not run away. I face what is necessary to face, calmly, with patience and courage!
If you would like to read more on how to deal with yoga injuries, you can read here an article I wrote for MindBodyGreen.

O que o Ashtanga Yoga tem para oferecer / What Ashtanga Yoga has to offer

Tradicionalmente, o Ashtanga Yoga é practicado 6 dias por semana. Embora possa parecer exagerado, é através desta prática diária que se sentem mais os benefícios reais desta prática. No entanto, nem todos conseguem seguir este ritmo por muito tempo. Praticar a mesma sequência de posturas todos os dias pode parecer aborrecido e entediante para alguns, mas é o que torna outros ‘viciados’ nesta prática.

Eu iniciei a minha prática diária de Ashtanga Yoga há mais de 4 anos, mas demorei quase um ano a perceber realmente a mágica desta prática. Posso garantir-vos que mudou a minha vida de tal forma que acho nunca conseguirei bem descrever como.

Esta prática mostrou-me uma forma diferente de ver e viver a minha vida. Ensinou-me dedicação, como manter um compromisso e como lidar com obstáculos. Ensinou-me muitas coisas que eu desconhecia acerca do meu corpo, como aprecia-lo e amá-lo. Levou-me numa procura por algo superior, pelo meu verdadeiro Eu. Partiu-me de maneiras que nunca achei possíveis, mas ensinou-me também como voltar a reconstruir-me de volta. E isto já aconteceu vezes sem conta. Ensinou-me como enfrentar e lidar com o medo. E ainda muito mais!

Sim, o meu corpo está mais forte, mais flexível e mais tonificado, mas estou também mais presente, mais focada e calma. Estou em contacto com um propósito, uma força superior, algo que tantos continuam a negar e/ou a evitar. Mas é mesmo isto que o Ashtanga tem para oferecer na sua mais pura essência!

 

Traditionally, Ashtanga Yoga is practiced 6 days a week. Although this may seem exaggerated, it is only by daily practice that the real benefits of this yoga method are felt. However, not everyone is able to stick with this practice for a long time. Practicing the same sequence of postures everyday may be boring to some, but it is also what makes some people addicted to Ashtanga.  
 
I started practicing Ashtanga Yoga more than four years ago but it took me at least one year of daily practice to really start grasping the magic of this method. I can assure you that it changed my life in ways I will never be quite able to express. 
 
It has showed me a different way to see and live life. It has taught me dedication, commitment and how to deal with obstacles. It has taught me things I did not know about my body, how to appreciate and love it. It has lead me in search for something else, for the real me. It has broken me in ways I did not think possible, but it has also taught me how to put myself back together again. And this has happened over and over again. It has taught me how to face fear and deal with it. And so much more. 
 
Yes, my body is stronger, more flexible and toned, but I am also more mindful, focused and calmer. I am in touch with a higher purpose in life that so many of us keep avoiding and denying. This is the real offer Ashtanga Yoga has for you!  
 
Página 1 de 212