Conexão / Connection

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Photo credit: Pedro Silva 

 

Quando ouvimos o nosso corpo e nos conectamos com a nossa essência, algo mágico acontece! Já sentiram isto alguma vez? Acontece muito durante uma prática de yoga ou durante uma sessão de meditação, mas quando acontece de repente durante o dia, quando paramos e percebemos que estamos aqui, estamos no nosso corpo, no momento presente… é mágico. Aí sim sabemos que as sementes que plantámos, que o rebento de que tão bem cuidámos está a florescer e a brotar.

A minha jornanda no yoga e na meditação começou há mais de 10 anos. Desde então que é uma constante na minha vida, e cada vez mais desde que comecei a ensinar. Se todos os dias são perfeitos e sinto essa conexão? Não, de todo. Durante este tempo tive momentos sombrios, momentos em que encontrar a luz foi difícil. Momentos em que me senti perdida, em que questionei tudo, em que quis partir e não voltar. Mas em todos estes momentos ou fases da vida menos boas, voltei a encontrar-me. Umas vezes mais rapidamente, outras em que demorou mais. E sempre no caminho de regresso aprendi algo que me fez evoluir, que me fez crescer. Que me fez olhar orgulhosamente para trás e perceber que não poderia ser a pessoa que sou hoje sem ter passado pelo que passei.

Acredito que tudo tem um propósito, e tudo acontece por uma razão e quando tem que acontecer. A vida já me mostrou várias vezes que é assim, e que quando acredito tudo se torna mais fácil. Quando abro mão de expectativas e entrego o desfecho ao Universo, tudo se torna mais fácil. Tudo acaba por fluir.

Este último ano foi talvez dos mais difíceis da minha vida. Passei por muita dor física, incerteza, muitas limitações, uma cirurgia bastante invasiva à anca, com a respectiva difícil recuperação, uma mudança de casa e de cidade, um projecto novo de yoga e meditação, tudo com duas crianças pequenas e um trabalho desgastante às costas. Sempre tive fé de que tudo ia correr bem, mesmo quando deixei de acreditar, havia sempre cá no fundo uma luz, por vezes difícil de encontrar. Olho para trás agora e sei que fui uma guerreira. E não é para me gabar, de que não sou mesmo dessas coisas. Mas fui! E continuo a ser! No meio de ainda muita dor e limitação física, continuo a levar a minha vida para a frente, porque sei por onde é o caminho. Sei que tudo o que me acontece tem algo para me ensinar. É nesta aceitação que encontramos a liberdade e que tudo faz sentido.

 

 

 

When we listen to our body and connect with our essence, something magical happens! Have you ever felt this in your life? It happens a lot during a yoga practice or during a meditation session, but when it happens suddenly during the day, when we stop and realize that we are here, we are in our body, in the present moment … it is magic. Then we know that the seeds we have planted, that the seed we so well cared for is blooming.

My journey on yoga and meditation began more than 10 years ago. Since then it has been a constant in my life, and even more since I began teaching. If every day is perfect and I feel that connection? NO! Not at all. During this time I had dark moments, moments when finding the light was difficult. Moments when I felt lost, in which I questioned everything and wanted to leave and not return. But in all these less good times of my life, I found myself again. A few times more quickly, others took longer. And I always learned something that made me evolve, that made me grow. That made me proudly look back and realize that I could not be the person I am today without having gone through what I went through.

I believe that everything has a purpose, and everything happens for a reason and when it has to happen. Life has shown me several times that it works like that, and that when I believe in it everything becomes easier. When I give up expectations and deliver the outcome to the Universe, everything becomes easier. Everything ends up flowing.

This last year was perhaps the most difficult of my life. I went through a lot of physical pain, uncertainty, many limitations, a very invasive surgery to the hip, with a difficult recovery, a change of house and city, a new project of yoga and meditation, all with two small children and an exhausting work. I always had faith that everything was going to be ok, even when I stopped believing, I knew there was always a light somewhere, sometimes difficult to find. I look back now and I know I was a warrior. And this is not to brag, I don’t really like to do it. But I was! And I still am! In the midst so much pain and physical limitations, I continue to move my life forward because I know where the path is. I know that everything that happens has something to teach me. It is in this acceptance that we find freedom and that everything makes sense.

 

 

[Foto por Pedro Silva]

Lidar com a dor / Dealing with pain

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Photo credit: Pedro Silva 

Há 8 meses que tenho dores. Dores físicas, emocionais. Dor psicológica, dor espiritual. No princípio era só um incómodo menor e só doía ao fazer certos movimentos. Mas com o tempo começou a ser mais forte e tornou-se permanente. Algo com que aprendi a viver, que se tornou parte de mim. A minha melhor amiga e a minha pior inimiga.

Neste processo, passei por diferentes etapas. Primeiro neguei. Tentei fazer a dor desaparecer, fingi que não estava aqui. Então percebi que não seria assim tão fácil, que não ia embora. Na verdade piorou, chamando cada vez mais a minha atenção, dizendo-me que não iria embora até que eu escutasse o que tinha para me dizer.

Então eu disse: “Ok, o que queres de mim?” Parei e tentei ouvir. Eu estava lá, disposta a isso, mas aparentemente não conseguia entender o que me dizia. Então a dor começou a gritar tão alto que se tornou insuportável. Percebi que era sério, e decidi então expor-me à experiência e perceber as suas mensagens. E uma nova porta se abriu dentro de mim. Uma maneira totalmente nova de olhar para dentro, de aceitar, de lidar com o assunto. Uma viagem que tem sido literalmente dolorosa, mas que me tem ensinado muito.

As coisas acontecem por um motivo e eu realmente acredito nisso. As minhas práticas de yoga e meditação têm-me ajudado muito neste processo, e ainda ajudam, porque esta viagem ainda não acabou, é apenas o início.

Gostava de partilhar com vocês o que me tem ajudado ao longo deste caminho, pois pode ajudar outros também:

1. Movimento – não parem. Eu sempre gostei e senti a necessidade de movimentar o meu corpo, fosse indo ao ginásio, ou praticando yoga, ou caminhando ou correndo. Nestes últimos anos, depois que tive os meus filhos, parei de ir ao ginásio e tenho só praticado yoga em casa. Quando a dor começou na minha articulação sacro-ilíaca e anca, eu tive que parar com minha prática diária de Ashtanga yoga e reconsiderar outras formas de movimentar o meu corpo. Descobri que parar não era uma opção porque isso significava que a energia deixaria de fluir. Então tenho tentado ir ao meu tapete todos os dias ou pelo menos 4-5 vezes por semana para respirar e mover o meu corpo. Seguindo o que o corpo me pede, libertando tensão na parte superior das costas e ombros e em redor dos glúteos. A energia flui e sinto-me muito melhor depois.

2. Meditação – parem e sentem-se com a respiração. Esta prática tem sido bastante terapêutica para mim e uma ferramenta muito importante para me manter sã. Ajudou a aliviar as flutuações da mente e a tendência para racionalizar tudo. Também me permitiu olhar dentro da minha dor e sentar com ela observando-a, em vez de reagir e tentar fugir. Como parte de uma prática de mindfulness, tem-me ajudado a viver o momento presente, uma respiração de cada vez.

3. Psicoterapia – uma ótima ferramenta para olhar para dentro. Perceber de onde vem a dor e quais são suas mensagens. Colocando essas mensagens num contexto mais elevado para que eu possa viver com elas, aprenda com elas e curar-me de todas as formas possíveis. Porque todas as dores têm algo mais para nos ensinar do que o mero aspecto físico.

4. Amor-próprio – ninguém vai amar-vos e cuidar de vocês como vocês próprios. Aprender a aceitar o meu corpo como é, com dor e tudo; amá-lo, sentindo compaixão. Tratando-me como um ser inteiro.

5. Encontrem a vossa essência – e mantenham-se conectados a ela. Aquela parte de quem eu sou que às vezes se perde no meio de estar ocupada, que é esquecida, mas que precisa de conexão. Este processo tem sido extremamente poderoso e curativo para mim.

E agora estou prestes a embarcar noutra viagem ainda, de cura e autodescoberta mais profundas. Mas sobre isso e sobre a minha cirurgia, escreverei noutra altura!

 

I have been in pain for the past 8 months. Physical pain, emotional pain, psychological pain, spiritual pain. At first it was only minor and it hurt only when doing certain movements. But then it started to crawl inside and became permanent. Something I learned to live with. It became part of me. My best friend and my worst enemy. 

I went through different stages. First I denied. I tried to make it go away, pretended that it wasn’t here. Then I realized that it wouldn’t go, it actually got worst, calling my attention, telling me that it would not go away until I listened. 

So I said: ‘ok, what do you want?’ I stopped and tried to listen. I was there, willing, but apparently couldn’t understand what it was saying. So the pain started to scream so loud that it became unbearable. I understood that it was serious and I opened myself to truly understand and comply to its requests. And a whole new door opened inside me. A whole new way of looking inside, of accepting, of dealing with it. A journey in and on itself that has been literally painful but has taught me so much. 

Things do happen for a reason and I truly believe this. My yoga and meditation practice have helped me a lot through this process, and still do. Because this journey isn’t over yet, it’s just the begining.

I would like to share with you what has been helping me along the way, as it may help you too!

1. Movement  – do not stop. I always liked to move my body, either through going to the gym or my yoga practice, or walking or running. In these last few years, after I had my kids I stopped going to the gym and only practiced yoga at home. When the pain in my SI joint/hip started I had to stop my daily strong Ashtanga practice and reconsider other ways to move my body. I found out that stopping is not an option because that means the energy doesn’t flow. So I try to go to my mat every day or at least 4-5 times a week to breathe and move my body. Following what my body asks me to, releasing tension in my upper back and shoulders and around my gluteus. Energy flows, and I feel so much better afterwards.

2. Meditation – stop and sit with your breath. This has been very healing and a very important tool to keep me sane. It has helped ease the fluctuations of my mind and the tendency to rationalize everything. It has also allowed me to look inside my pain and sit with it, instead of reacting to it. As parte of a mindfulness practice, it has taught me to live in the present moment, one breath at a time.

3. Psycotherapy – a great tool to look inside. Understanding where the pain comes from and what are its messages. Placing these messages in a higher context so that I can live with it, learn from it and heal in every way possible. 

4. Self-love – no one will love you and take care of you like yourself. Learning to accept my body as it is, with pain and all; love it, feel compassion for it. Treating myself as a whole being.

5. Find your essence – and stay connected to it. That part of who I am that sometimes gets lost in the midst of being busy, that gets forgotten, but that needs connection. This has been extremely powerful and healing for me.

I am about to embark on a bigger journey of healing and self-discovery with my upcoming hip surgery. But on that I will write another time!

 

Criar Espaço / Create space

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Recentemente apercebi-me da necessidade de criar espaço. Criar espaço dentro de mim, do meu corpo, da minha alma, da minha mente, da minha vida. Criar espaço na minha forma de pensar e de ver e sentir as coisas. Criar espaço na minha prática de yoga, no meu trabalho, na forma como educo os meus filhos e me relaciono com os outros.

Apercebi-me de que criar espaço significa parar e sentir e ouvir. Significa abrir-me de forma a que possa seguir os meus sonhos e o meu projecto de vida.

Cada vez me apercebo mais de como esta vida stressante que muitos de nós levamos, sempre com uma lista infindável de a fazeres e de compromissos, não nos deixa muito tempo e espaço para apenas sermos. Para apenas estarmos connosco. Para estarmos presentes e conscientes no que fazemos e dizemos.

Mesmo que pratiquemos yoga e meditação, muitas vezes a prática é apenas mais uma entrada na nossa lista de a fazeres à qual colocamos uma cruz depois de feito. É claro que ajuda porque pelo menos paramos e respiramos nestes momentos.

Mas eu apercebi-me de que a minha prática de yoga estava um pouco a ser feita assim, para colocar um check! Para me fazer sentir bem no meu corpo e mente. Mas que de facto não estava a sentir nem a criar espaço no que estava a fazer. Não estava a conseguir ouvir o que o meu corpo queria e precisava ou se calhar não o queria fazer. Era mais fácil prosseguir com o que me era familiar e antes tinha resultado.

Então parei, e percebi que não estava a criar espaço. Percebi que certas partes do meu corpo estavam fechadas e gritavam para serem ouvidas. É fácil perdermos esta conexão, mesmo depois de anos e anos a praticar e a ensinar yoga. Sim, é fácil. Se é fácil admitir? Não, não é. Mas aqui estou eu a fazê-lo! A admitir e a aceitar que me deixei levar pelo hábito em vez de o fazer com consciência plena. Sem me julgar, sem me culpar, sem me criticar. Se calhar foi mesmo assim que teve que acontecer para que eu me pudesse conhecer um pouco mais!

 

Recently I realized the need to create space. Create space inside myself, my body, my soul, my mind, my life. Create space in my way of thinking and seeing and feeling things. Create space in my yoga practice, in my work, in the way I raise my children and relate to others.

I realized that creating space means stopping and feeling and listening. It means opening myself so that I can follow my dreams and my life project.

This stressful life that many of us live in, always with an endless list of things to do and lots of commitments, does not leave us much time and space to just be. To just be with ourselves. To be fully present and aware of what we do and say.

Even though we practice yoga and meditation, often the practice itself is just another entry on our to do list, to which we put a cross after it is done. Of course it helps because at least we stop and breathe for a moment.

I realized that my yoga practice looked a little like that, just another item on my to do list so that I could put a check on it! To make me feel good in my body and my mind. But in fact I was not feeling or creating space in what I was doing. I could not hear what my body wanted and needed or maybe I did not want to. It was easier to just go on with what was familiar to me, and had worked before.

So I stopped, and realized I was not creating space. I noticed that certain parts of my body were closed and screamed to be heard. It is easy to lose this connection, even after years and years of practicing and teaching yoga. Yes, it is easy. But is it easy to admit? No, it’s not. But here I am doing it! To admit and accept that I let myself be carried away by the habit instead of doing a practice with full consciousness and presence. Without judging me, without blaming myself, without criticizing me. Maybe it was like it was meant to be so that I could learn a bit more about myself!

Solstício de Verão / Summer Solstice

Hoje é o dia mais longo do ano e começa o Verão, a estação do ano preferida de muita gente. Os dias longos e quentes, o tempo de praia, as férias… Esta transição de mais uma estação do ano é mais uma oportunidade de nos conectarmos com os ciclos naturais do planeta em que vivemos. O Solstício de Verão pode ser especialmente marcante, pois é uma altura de celebração da luz no seu expoente máximo, quando estamos mais perto do Sol e do seu calor, do fogo!

É uma altura em que podemos usar a metáfora do fogo para nos vermos livres do que já não nos serve, daquilo com que já não nos identificamos. É o culminar de todo um processo de desabrochar com a chegada da Primavera, mas também de preparação para os dias mais curtos e para o Inverno que hão-de chegar.

É altura de olharmos para dentro e estabelecermos o que queremos para nós e para a nossa vida. De criarmos a nossa lista de intenções, ou revisitarmos a que criámos no início do ano.

Deixo aqui algumas ideias para que este dia não vos passe ao lado.

  • Meditar um pouco de manhã cedo ou ao fim do dia. Meditar não tem que ser complicado, basta sentarem-se nem que seja 1 ou 2 minutos com a vossa respiração. Sentindo e observando os pulmões a encher e esvaziar de ar
  • Escrever em vários pedaços de papel as coisas que já não vos servem: sentimentos, ideias, acontecimentos. Depois queimá-los no fogo, seja numa vela ou numa taça (tendo os devidos cuidados claro!)
  • Fazer uma prática de yoga, conectando o nosso corpo, mente e respiração. Se nunca praticaram, porque não experimentarem uma aula hoje? Hoje celebra-se também o Dia Internacional do Yoga!
  • Passar algum tempo ao ar livre em contacto com a natureza, ou apenas sentindo o sol na pele!

Experimentem criar estes hábitos de conexão com os ciclos, com a Natureza! É tão importante na vida muitas vezes acelerada demais em que vivemos!

 

Today is the longest day of the year and the beginning of Summer, the favorite season for many people. Warm long days, beach time, summer holidays … This transition of yet another season is an excellent opportunity for us to connect with the natural cycles of the planet we live in. The Summer Solstice can be especially striking, for it is a time of celebration of Light in its highest exponent, when we are closest to the Sun and its heat, the fire!

It is a time when we can use the metaphor of fire to free ourselves from what no longer serves us, from what we no longer identify with. It is the culmination of a whole process of blossoming with the arrival of Spring, but also of preparation for the shorter days and for the winter that will arrive.

It is time to look inside us and establish what we want for ourselves and for our life, for creating our list of intentions, or revisiting the one we created earlier this year.

I leave you with some ideas of how you can make this day special to you.

– Meditate a little early in the morning or at the end of the day. Meditation does not have to be complicated, just sit for a minute or two with your breath. Feeling and observing the lungs filling and emptying of air

– Write in various small pieces of paper the things that no longer serve you: feelings, ideas, events. Then burn them in a fire, whether in a candle or in a cup (having proper care of course!)

– Do a yoga practice, connecting our body, mind and breath. If you’ve never practiced, why not try a class today? Today we also celebrate International Yoga Day!

– Spend some time outdoors in contact with nature, or just feel the sun on your skin!

Try to create these habits of connection with cycles, with Nature! It is so important nowadays in our often accelerated lives!

Tomar conta de mim / Take care of myself

Tomar conta de mim tem sido algo que tenho escrito todos os dias como sendo um dos meus objectivos. E há dias em que consigo, outros em que não. O que importa é continuar a tentar até que se torne um hábito.

 

Mas o que implica isto de tomar conta de mim? Implica ouvir o meu corpo e respeitá-lo. Desafiar-me a alcançar novas metas, a vencer medos. Aprender a sentir-me bem no meu corpo e comigo mesma. A nutrir o meu corpo e a minha alma da melhor forma possível. A mexer o meu corpo (o que tem sido difícil nos últimos dois meses por causa da crise de ciática). E talvez tantas outras coisas!

 

O que já percebi é que quando me ignoro, quando me deixo para último lugar, quando resolvo ouvir apenas a minha mente, é quando o meu corpo grita. E se não oiço, ou ignoro, à primeira vez, então grita ainda mais alto. E aí sim sou obrigada a parar tudo e a prestar atenção, e a fazer tudo aquilo que for preciso para curar e para que não volte a acontecer!

 

Taking care of myself has been something I have been writing every day as being one of my goals. And there are days that I am successful, others that I am not. What matters is to keep trying until it becomes a habit, a routine.

 

But what does it mean to take care of myself? It involves listening to my body and respecting it. To challenge myself to reach new goals and to overcome fears. To learn to feel good in my body and with myself. To nourish my body and my soul in the best possible way. To move my body (which has been difficult in the last two months because of a sciatica crisis). And maybe so many other things that are not occurring to me now.

 

What I already noticed is that when I ignore myself, when I leave myself to last, when I decide to listen only to my mind, it is when my body screams. And if I do not hear, or ignore it, the first time, then it screams even louder. And then I have to stop everything and really pay attention, and do whatever it takes to heal myself so that it does not happen again!

Sobre o Yin Yoga / On Yin Yoga

Iniciei a minha exploração pela prática de Yoga há 10 anos, mas foi apenas quando experimentei o Ashtanga Yoga há cerca de 7 anos que me rendi a uma prática diária. Logo desde as primeiras práticas senti uma profunda mudança interna, um desejo cada vez maior de me conhecer, de aprender a respeitar o meu corpo, e uma sede de conhecimento por esta prática que é o Yoga. Soube que o meu caminho era por ali. E assim aprofundei, todos os dias no meu tapete, nos primeiros 2-3 anos com professor, nos últimos anos sem professor, a praticar em casa. Aprofundei lendo livros, praticando com vários professores e viajando para a India, para a origem do Ashtanga Yoga.

Tudo parecia fazer sentido, e com o passar dos anos, cada vez eram mais claros para mim os benefícios desta pratica intensa, que nos verga, que nos dobra, perante todos os obstáculos da vida,e que nos ensina a sermos mais fortes, mais corajosos.

Mas foi também surgindo uma vontade de explorar outros métodos, outros caminhos. Foi quando me deparei com o Yin Yoga. Comecei a ler sobre o método e pareceu-me que era mesmo o que eu estava a precisar: praticar posturas no chão onde se permanece por algum tempo, trabalhando sobretudo as articulações e ligamentos. Com duas crianças pequenas em casa, e sem dormir mais que 2-3 horas por noite, o meu corpo estava a acusar um cansaço extremo e uma prática física exigente estava a retirar-me ainda mais energia do que a dar. Comprei então livros, falei com praticantes e decidi experimentar em casa.

De notar que uma prática Yin (calma, passiva) é o oposto de uma prática Yang (intenso e acelerado), como o Ashtanga. E na primeira vez que me vi sentada no tapete a permanecer nas posturas durante 1, 2, 3 minutos, a sentir desconforto, confrontada com os meus pensamentos, a minha mente começou a reagir: ‘sai daqui, o que estás tu a fazer? Vá levanta-te, inspira braços para cima, expira braços para baixo, salta atrás, salta à frente!’ Típica mente de Ashtangi. Mas lá me aguentei e pratiquei algumas posturas com tempo de permanência de 2-3 minutos. Custou, mas decidi continuar a praticar pelo menos uma vez por semana. Ao fim de duas práticas comecei a sentir uma grande diferença nas minhas ancas que são naturalmente pouco flexíveis. Comecei também a sentir que esta prática passiva me dava tempo e oportunidade de olhar ainda mais para dentro, de aprender a lidar com os sentimentos que vinham à superfície. Percebi que era uma prática muito intimamente ligada ao mindfulness. E mergulhei em livros para saber mais e mais. E comecei a experimentar em mim, diferentes sequências de posturas, diferentes tempo de permanência. Sempre com uma respiração suave com som. Sempre estando presente e observando sem juízos de valor. Tentando perceber de onde vem o desconforto, que emoções estão alojadas em cada parte do corpo. E ao longo de vários meses de prática sinto uma grande transformação, não só ao nível das minhas articulações mas uma transformação interna, uma (ainda!) maior consciência e respeito pelo meu corpo. Um maior entendimento de mim mesma.

Teria lá chegado com a prática de Ashtanga? Provavelmente sim, mas a prática de Yin tem-me trazido outros benefícios que a prática de Ashtanga não traz. A prática de Yin promove o estiramento dos tecidos mais internos, fascia e ligamentos, promovendo a libertação de energia estagnada e de sentimentos alojados nestes tecidos. Uma prática mais Yang, mais muscular não o permite. O maior tempo de permanência nas posturas numa prática de Yin promove ainda o estabelecimento de um maior nível de consciência do nosso corpo, dos nossos sentimentos. Convida a estarmos presentes, a lidarmos com o que está a acontecer, a percebermos o porquê de alojarmos tensões aqui e ali. E não temos por onde fugir, está ali à nossa frente.

A conjugação das duas práticas é na minha opinião perfeita. O equilíbrio entre Yin e Yang, entre o feminino e o masculino, o frio e o quente, o interno e o externo, a Lua e o Sol. Num eterno e contínuo crescimento, entendimento e aceitação de quem somos.

Se quiserem explorar esta prática, venham praticar comigo! Enviem e-mail para rita.amaral.pt@gmail.com para mais informações! 

 

 

I started my Yoga journey ten years ago, but it was only when I tried Ashtanga Yoga at around 7 years ago that I surrendered to a daily pra

ctice. Right from the first practices I felt a profound internal change, an ever increasing desire to know myself, to learn to respect my body, and a thirst for knowledge through this practice that is Yoga. I knew I had found my way. And so I went deep, every da

y on my mat, in the first 2-3 years with a teacher, in recent years without one, practicing at home. I read books, practiced with various teachers and travelled to India, to the origin of Ashtanga Yoga.

Everything seemed to make sense, and as the years went by, the benefits of this intense practice became clear and clear to me. Teaching me to be fierce, how to face life’s obstacles and how to be strong and courageous. But a desire to explore other methods, other ways of this journey also grew within me. That was when I came across Yin Yoga. Being a mother of 2 small children and with only 2-3 hours of sleep per night, I as extremely tired and an intensive physical practice was draining my energy even more. So I began to read about the method and it seemed that it was just what I needed: to practice seated and supine postures, holding them for a certain amount of time in order to stretch more internal tissues. I bought books, talked to practitioners and decided to try it at home.

Note that a Yin practice (calm, passive) is the opposite of a Yang practice (intense and accelerated), like Ashtanga. And the first time I saw myself sitting on my mat holding postures for 1, 2, 3 minutes, I felt deeply uncomfortable and confronted with my thoughts, my mind began to react: ‘Get out of here, what are you doing? Inhale arms up, exhale arms down, jump back, jump through!’ A typical Ashtangi’s mind. But I put up with it and practiced some postures, holding them for 2-3 minutes. It was difficult, but I decided to continue practicing at least once a week. At the end of two sessions, I began to feel such a great difference in my hips, that are naturally quite stiff. I also began to feel that this passive practice gave me more time and opportunity to look further inward, to learn to deal with the feelings that came to the surface. I realized that it was a practice very closely linked to mindfulness, to staying present. And I dived into books to learn more and more. And I began to experiment in myself, different sequences of postures, different holding times. Always with a soft breath with sound. Always being present and observing without judgment. Trying to understand where the discomfort comes from, what emotions are stuck in every part of my body, letting them out, with tears if needed! And over many months of practice I feel a great transformation, not only on my joints but also an internal transformation, a greater awareness and respect for my body. A greater understanding of myself.

Had I possibly gotten there sticking with only Ashtanga? Probably yes, but the practice of Yin has brought me other benefits that the Ashtanga practice has not. The practice of Yin works on more internal tissues, like fascia and ligaments, promoting the release of stagnant energy and blockages and feelings stucked inside these tissues. A more Yang, more muscular practice does not allow this. The longer periods of time we hold postures in a Yin practice,  promotes the establishment of a higher level of awareness of our body, of our feelings. This invites us to be present, to deal with what is happening right now, to realize why we store tensions here and there.

The combination of the two practices is in my opinion perfect. The balance between Yin and Yang, between feminine and masculine, cold and hot, inner and outer, the Moon and the Sun. In an eternal and continuous growth, understanding and accepting who we are.

If you would like to explore this practice, come practice with me! Send me an e-mail to rita.amaral.pt@gmail.com for more informations.

O Regresso / The Return

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Depois de quase dois anos, estou novamente a escrever no blog. Já tinha feito outras paragens anteriormente, mas esta foi a mais longa. Penso nas razões que me levaram a deixar de escrever e a principal é sem dúvida a falta de tempo, que piorou substancialmente com o nascimento do meu segundo filho. Mas outra também importante é a falta de vontade que por vezes sinto de escrever. Não é falta de interesse, mas sim de vontade em pôr as coisas, seja pensamentos, sentimentos ou conhecimento, para fora de mim.

Isto é de facto algo em que tenho trabalhado no meu caminho rumo ao bem-estar. Hoje em dia sabe-se muito bem que a acumulação de sentimentos e pensamentos para dentro de nós pode contribuir em muito para algumas doenças, depressões e um sentimento geral de infelicidade.

Existem várias ferramentas que pessoas mais introvertidas como eu podem utilizar para as ajudar a lidar com isto. E garanto-vos, a exteriorização dos nossos sentimentos e pensamentos é maravilhosa. Não estou com isto a querer dizer que temos que dizer ou falar sobre tudo aquilo que sentimos ou pensamos, claro que não! Como em tudo, uma boa dose de equilíbrio é a chave!

A ferramenta que mais gosto de utilizar e que retomei recentemente foi a de escrever. Pode parecer fácil, e na realidade quando mantemos o hábito de o fazer, até é. Escrever num diário, tudo aquilo que pensamos e sentimos. Sem pensar muito no assunto, não é preciso que seja um texto perfeito e com sentido, pois não é suposto que alguém o leia para além de nós. O segredo é sentarmo-nos num sítio em sossego (coisa que quem tem filhos pequenos como eu pode sentir alguma dificuldade em fazer), com um caderno e uma caneta e deixar tudo fluir para a escrita. Um pouco como quando meditamos, não devemos criticar ou achar que é bom ou mau, apenas deixar sair.

Foi quando retomei a escrita do meu diário que percebi que deveria voltar a escrever no blog, pois não deixa também de ser um bom exercício de partilha e que na realidade foi uma das razões que me levou a começar o blog!

Espero desta vez conseguir manter alguma periodicidade de escrita! Com novos temas e novas partilhas!

 

After almost two years, I am back to writing again on the blog. I have done other stops before, but this one was the longest. I think the main reason that led me to stop writing was undoubtedly lack of time, which only got worse after the birth of my second child. But another important one that I can think of, is the lack of will that I sometimes feel about writing. It is not a lack of interest, but a difficulty in sharing things, thoughts, feelings or knowledge.
This is indeed something which I have worked through on my wellness journey. It is now well known that the accumulation of feelings and thoughts inside of us can greatly contribute to some illnesses, depression and a general feeling of unhappiness.

There are several tools that more introverted people like me can use to help them deal with this. And I can assure you that sharing our feelings and thoughts can be wonderful. I do not mean to say that we have to say or talk about everything we feel or think, of course not! As with everything, a good deal of balance is the key!

The tool that I like to use the most and that I recently took over is writing. It may seem easy, and in reality when we keep the habit of doing it daily, it actually is. It consists on writing on a diary everything we think and feel. Without much thought, it does not need to be a perfect or meaningful text, because no one else is supposed to read it but us. The key to do this is to sit in a quiet place (something that can be difficult for people who have small children like me!), with a notebook and a pen and let everything that goes through your mind flow to the pen. A little bit like when we meditate, we should not criticize or put a good or bad label, just let it out.

It was when I resumed writing in my diary that I realized that I should start writing again in the blog, because it is also a good sharing exercise and in fact it was one of the reasons that led me to start the blog!
I hope this time I am able to keep some periodicity of posting articles with new themes and keep sharing my wellness journey with you! 
 

Estarmos presentes na época Natalícia / Be present during the Holidays

Chegou o mês de Dezembro, e com ele as preparações para as festas Natalícias e para o Fim do Ano. Esta época costuma ser muito agitada entre compras de presentes para dar à família e amigos, e de comida para os tradicionais pratos de Natal, almoços e jantares com amigos, etc. Com tantos afazeres, e com a tendência consumista da altura, é muito fácil que nos sintamos stressados e desligados de nós mesmos. Acabamos por chegar ao fim do ano exaustos e sem energia.

 

Uma boa forma de contrariar esta tendência é estarmos presentes. Mas como é que fazemos isto? Utilizando algumas técnicas de mindfulness que já descrevi noutros posts (aqui e aqui). Vivendo cada momento com calma, aceitando cada acontecimento sem emitir juízos de valor. Por exemplo, uma situação que pode acontecer muito nesta altura é estarmos numa fila imensa de trânsito, ou mesmo para pagarmos as compras de Natal, com imenso barulho e confusão à nossa volta. E temos mesmo que comprar aquilo agora… É fácil perdermos a calma. Mas se aceitarmos que agora, naquele momento, é ali que temos que estar, as coisas poderão ser mais fáceis. Uma boa forma de fazermos isto é concentrar-nos na nossa respiração (uma coisa que nos esquecemos muito de fazer!), e de imediato a nossa mente e o nosso corpo ficarão mais calmos. E ao aplicamos isto a todos os momentos em que de repente nos sentimos ‘com a tampa prestes a saltar’, as situações serão muito mais fáceis de ultrapassar.

 

Por outro lado, ficará também mais fácil focarmo-nos no que realmente interessa nesta quadra festiva: estar com a família e amigos. Partilhar momentos de amor e felicidade. Por vezes esta parte passa-nos inteiramente ao lado. Mas ao estarmos presentes, ao vivermos cada momento, percebemos que são estas coisas que interessam e passaremos a desfrutar muito mais delas! Saberemos valorizar aquilo que temos e todas as situações que enfrentamos!

 

No próximo post darei algumas dicas de como nos mantermos saudáveis durante as Festas!

 

December is here, and with it the preparations for Christmas and New Year’s Eve have arrived. This time of the year is usually very busy with shopping for gifts to give to family and friends, and food for the traditional Christmas sweets, lunches and dinners with friends, etc. With so much to do, and the consumer trend of this time, it is very easy for us to feel stressed and disconnected from ourselves. We end up reaching the end of the year exhausted and without energy.
 
A good way to counterbalance this is to be present. But how do we do this? Using some of the mindfulness techniques I have already described in previous posts (here and here). Living every moment with calm, accepting each event without judgments. For example, a situation that can happen a lot during this time is for us to be in huge queues to pay for our shopping, usually with a lot of noise and confusion around us… It’s usually easy for us to lose our patience and our temper. But if we accept that now, in that moment, that’s where we have to be, things will be easier. A good way to do this is to concentrate on our breathing (something we often forget to do!), and immediately our mind and our body will be calmer. If you apply this to every time you suddenly feel about to explode, situations will become much easier to overcome.
 
On the other hand, it will also become easier to focus on what really matters in this festive season: to be with family and friends. To share moments of love and happiness. Sometimes we ignore this part. But if we are present, if we live each moment, we realize that these are the things that interest the most!
 
For the next post I will share some tips on how to stay healthy during the Holidays!

Meditar está na moda / Meditation is ‘fashionable’

Hoje em dia ouvimos falar muito em meditação, inclusivamente através de personalidades famosas que praticam. Mas porque será que se fala tanto em meditação hoje em dia, quando esta técnica existe há milhares de anos? A minha opinião é que no mundo caótico e stressante em que vivemos hoje em dia, qualquer método ou prática que nos traga alguma calma, paz de espírito e bem-estar, é bem-vinda. E por isso cada vez mais pessoas têm aderido a esta prática.
Mas o que é então a meditação? Muitas pessoas associam logo esta palavra a uma imagem de um monge sentado no chão de pernas traçadas em completa concentração. Há também pessoas que pensam que meditar é difícil. Pois bem, nem é preciso ser um monge, nem sentar-se no chão de pernas cruzadas para meditar e também não é assim tão difícil. A meditação é uma prática cujo objectivo é acalmar a nossa mente e eventualmente atingir um nível elevado de consciência e paz interior. É possível meditarmos em qualquer altura e em qualquer sítio e assim transformarmos a nossa mente de negativa para positiva, de turbulenta para calma, de infeliz para feliz. Eu, por exemplo, às vezes aproveito quando estou a adormecer o meu bebé ao colo para meditar um pouco, concentrando-me na minha respiração enquanto ando de um lado para o outro!
Os benefícios da meditação para o corpo e para a mente são amplamente vastos e comprovados na literatura científica. A meditação pode melhorar substancialmente o nosso equilíbrio emocional e bem-estar pois contribui para reduzir a ansiedade, para reduzir emoções negativas, para ganharmos uma nova perspectiva perante situações stressantes e para construirmos ferramentas que nos ajudem a lidar com o stress. Em termos de saúde, a meditação pode ajudar a aliviar os sintomas de doenças como asma, cancro, depressão, doenças cardíacas, hipertensão, dores e insónias.
Existem vários tipos de meditação, mas eu aqui vou falar-vos da meditação mindfulness, pois é aquela que pratico e com a qual me sinto mais próxima. Este é um tipo de meditação que se baseia na tradição budista. Neste tipo de meditação aumentamos a nossa consciência e aceitamos e vivemos no momento presente. O foco desta meditação é a respiração ou qualquer outro movimento corporal que nos permita uma ligação ao momento presente. Ao focarmos a nossa atenção na respiração, mil pensamentos vão correr pela nossa mente (é normal!). Não os devemos tentar controlar, apenas notar que lá estão e voltar a focar na respiração. Pode ser difícil no princípio, mas com o tempo, vamos notar a nossa mente mais calma e em vez de mil pensamentos, se calhar já só vamos ter cem! Quando não tivermos nenhum é porque atingimos o nirvana e nos tornámos um buda!
Mas até lá chegarem, basta que se sentem 5-10 minutos por dia só vocês e a vossa respiração e vão ver as mudanças que vão ocorrer na vossa mente e por consequência na vossa vida. Não precisam de se sentar na posição tradicional no chão de pernas cruzadas, podem sentar-se numa cadeira. O importante é que mantenham as costas direitas para que se consigam concentrar.
Se não tiverem 5-10 mintuos, experimentem durante 1 minuto! AGORA! Fechem os olhos, sintam a vossa respiração, o ar a entrar e a sair pelas narinas, os pulmões a encherem e a esvaziarem. Só vocês e a vossa respiração! Que tal? Sentiram alguma diferença? Talvez mais calmos? Mais tranquilos? Acredito e espero que sim. Experimentem todos os dias e verão os resultados!
Today we hear a lot about meditation, including through some famous personalities who practice. But why is it that so much talking about meditation today, when this technique has been around for thousands of years? My opinion is that any method or practice that brings us some calm, peace of mind and well-being in the chaotic and stressful world we live in today, is very welcome. And so more and more people have started meditating.
 
But what is meditation? Many people immediately associate this word to an image of a monk sitting cross-legged on the floor in full concentration. There are also people who think that meditation is difficult. Well, you do not need to be a monk, or sit on the floor cross-legged to meditate and also it is not that difficult. Meditation is a practice which aims to calm our minds and eventually lead us to achieve a higher level of consciousness and inner peace. You can meditate anytime and anywhere and so transform our mind from negative to positive, from turbulent to calm, from unhappy to happy. For example, I sometimes meditate while I am rocking  my baby to sleep, concentrating on my breath while I walk from one side to the other!
 
The benefits of meditation for the body and mind are vast and widely proven in the scientific literature. Meditation can substantially improve our emotional balance and well-being as it helps to reduce anxiety, to reduce negative emotions, to gain a new perspective towards stressful situations and to build tools that help us cope with stress. In terms of health, meditation can help relieve the symptoms of diseases such as asthma, cancer, depression, heart disease, hypertension, pain and insomnia.
 
There are several types of meditation, but I will tell you about mindfulness meditation, since this is the one I practice. This is a type of meditation that is based on the Buddhist tradition. In this type of meditation we increase our awareness and we accept and live in the present moment. The focus of this meditation is in the breath or other bodily movement that allows us a link to the present moment, such as heart beats. By focusing our attention on the breath, a thousand thoughts will run through our minds (it’s normal!). We should not try to control them, just notice that they are there and refocus on our breathing. It may be difficult at first, but over time, you will notice your mind to become calmer and instead of a thousand thoughts, maybe you will have only around 100! When you cease to have any thought, that is because you achieved nirvana, and become a Buddha!
But until you get there, you just need 5-10 minutes a day to sit with your breath and you will see the changes that will occur in your mind and therefore in your life. You do not need to sit in the traditional position on the floor cross-legged, you can sit in a chair. The important thing is that you keep your back straight so that you are able to concentrate.
 
If you do not have 5-10 mintuos, try for just 1 minute! RIGHT NOW! Close your eyes, feel your breath, the air entering and leaving the nostrils, lungs to filling and deflating. Just you and your breath! How did you feel? Perhaps more calm? Peaceful? I really hope so. Try this every day and you will certainly see the results!

Mudem a forma como vêm os alimentos e percam peso de forma fácil e agradável! / Change the way you see food and loose weight naturally and easily!

Cada vez mais a nossa alimentação é feita à base de alimentos processados, que vêm em pacotes e/ou que são mais fáceis e rápidos de confeccionar. Para além disso, cada vez mais há mais pessoas com excesso de peso ou com problemas de digestão. Quantos de vocês já tentaram dieta atrás de dieta, muitas vezes com grandes restrições alimentares, para perderem alguns kilos mas ao fim de alguns meses voltarem a recuperar tudo e até talvez mais??!!

Muitas das dietas recomendadas hoje em dia por médicos e nutricionistas consistem em reduzir a ingestão de calorias e aumentar a prática de exercício físico. É verdade que esta abordagem pode trazer resultados bastante rápidos, mas que nunca são duradouros e que ainda por cima podem trazer muita frustração!
Mas então como se perde peso? A melhor forma é MUDANDO OS HÁBITOS ALIMENTARES,  escolhendo os alimentos o mais perto da sua forma natural possível, porque são estes que têm valor nutricional mais elevado, independentemente da quantidade de calorias. Assim, por exemplo, uma pessoa que queira perder peso pode perfeitamente comer um pouco de chocolate todos os dias! A sério! Desde que seja um chocolate cuja lista de ingredientes contenha apenas cacau (preferencialmente mais de 70%), manteiga de cacao e um pouquinho de açúcar, de preferência de cana! O cacau é considerado um superalimento, por ser rico em anti-oxidantes, vitaminas e minerais e como tal, tem um elevado valor nutricional. O que ‘engorda’ numa barra de chocolate são os outros ingredientes que não estão lá a fazer nada! (Devem sempre ler a lista de ingredientes dos produtos que compram, vejam aqui porquê!)
Mais importante ainda do que isso é tentar sempre comprar os alimentos no seu estado natural e não numa embalagem, porque estes alimentos foram certamente já muito processados. É o caso, por exemplo, das barras de cereais. Muitas pessoas consomem-nas pensando que são um óptimo e saudável snack. Mas enganam-se. Estas barras estão cheias de açúcar e de conservantes, e porque os cereias foram já bastante processados, perderam todo o seu valor nutricional. É melhor por exemplo, comprarem amêndoas, ou nozes ou avelâs, que são alimentos naturais, não processados, e comerem algumas como snack. Não só vão ficar mais saciados como também muito melhor alimentados! São estas pequenas escolhas que podem fazer a diferença numa perda de peso mais natural e mais duradoura e numa re-educação alimentar.
Por isso já sabem, se querem perder peso, ou mesmo que queiram apenas adoptar uma alimentação mais saudável, escolham sempre alimentos naturais, não processados! 

The food we eat is increasingly based on processed foods that come in packages and / or which are faster and easier to fabricate. In addition, there are also an increasing number of people that are overweight or have digestion problems. How many of you can relate to these problems and have tried diet after diet, often with a lot of food restrictions, to lose a few pounds that you recover a few months after?

Many diets recommended nowadays by doctors and nutritionists consist on reducing the calorie intake and increasing physical activity. It is true that this approach can bring quick results, but they won’t last for long and can bring a lot of frustration, specially if you have a long list of forbidden foods!

So how do you lose weight? The best and most efficient way is to CHANGE YOUR FOOD HABITS, by selecting food items that are as close as possible to their natural form, because these will have higher nutritional value, regardless of the amount of calories. For example, a person who wants to lose weight can eat a bit of chocolate every day! Seriously! As long as it is a chocolate with an ingredient list containing only cacao (preferably more than 70%), cacao butter and a little sugar, preferably cane sugar! Cacao is considered a super food, because it is high in anti-oxidants, vitamins and minerals and as such, has a high nutritional value. What can be ‘fattening’ in a chocolate bar are the other ingredients that are there for no apparent reason. (You really should read the labels of the food you buy, see here why!)  

Even more important than this, you should always try to buy foods in their natural state and not in a package, because these foods were certainly already very processed. Cereal bars are a great example of this. Many people consume them thinking they are a great healthy snack. But they’re wrong! These bars are filled with sugar and preservatives, and because the cereals have been fully processed, they lost their nutritional value. If you are looking for healthy snacks consider buying almonds or walnuts or hazelnuts, which are natural, unprocessed foods! You will you feel more satisfied and well fed! Nuts do not make people fat as most people may think! These small choices can make a huge difference in loosing weight more naturally and efficiently!

So now you know, if you want to lose weight, or if you want to adopt a more healthy diet, always choose natural, unprocessed foods!

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