Conexão / Connection

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Photo credit: Pedro Silva 

 

Quando ouvimos o nosso corpo e nos conectamos com a nossa essência, algo mágico acontece! Já sentiram isto alguma vez? Acontece muito durante uma prática de yoga ou durante uma sessão de meditação, mas quando acontece de repente durante o dia, quando paramos e percebemos que estamos aqui, estamos no nosso corpo, no momento presente… é mágico. Aí sim sabemos que as sementes que plantámos, que o rebento de que tão bem cuidámos está a florescer e a brotar.

A minha jornanda no yoga e na meditação começou há mais de 10 anos. Desde então que é uma constante na minha vida, e cada vez mais desde que comecei a ensinar. Se todos os dias são perfeitos e sinto essa conexão? Não, de todo. Durante este tempo tive momentos sombrios, momentos em que encontrar a luz foi difícil. Momentos em que me senti perdida, em que questionei tudo, em que quis partir e não voltar. Mas em todos estes momentos ou fases da vida menos boas, voltei a encontrar-me. Umas vezes mais rapidamente, outras em que demorou mais. E sempre no caminho de regresso aprendi algo que me fez evoluir, que me fez crescer. Que me fez olhar orgulhosamente para trás e perceber que não poderia ser a pessoa que sou hoje sem ter passado pelo que passei.

Acredito que tudo tem um propósito, e tudo acontece por uma razão e quando tem que acontecer. A vida já me mostrou várias vezes que é assim, e que quando acredito tudo se torna mais fácil. Quando abro mão de expectativas e entrego o desfecho ao Universo, tudo se torna mais fácil. Tudo acaba por fluir.

Este último ano foi talvez dos mais difíceis da minha vida. Passei por muita dor física, incerteza, muitas limitações, uma cirurgia bastante invasiva à anca, com a respectiva difícil recuperação, uma mudança de casa e de cidade, um projecto novo de yoga e meditação, tudo com duas crianças pequenas e um trabalho desgastante às costas. Sempre tive fé de que tudo ia correr bem, mesmo quando deixei de acreditar, havia sempre cá no fundo uma luz, por vezes difícil de encontrar. Olho para trás agora e sei que fui uma guerreira. E não é para me gabar, de que não sou mesmo dessas coisas. Mas fui! E continuo a ser! No meio de ainda muita dor e limitação física, continuo a levar a minha vida para a frente, porque sei por onde é o caminho. Sei que tudo o que me acontece tem algo para me ensinar. É nesta aceitação que encontramos a liberdade e que tudo faz sentido.

 

 

 

When we listen to our body and connect with our essence, something magical happens! Have you ever felt this in your life? It happens a lot during a yoga practice or during a meditation session, but when it happens suddenly during the day, when we stop and realize that we are here, we are in our body, in the present moment … it is magic. Then we know that the seeds we have planted, that the seed we so well cared for is blooming.

My journey on yoga and meditation began more than 10 years ago. Since then it has been a constant in my life, and even more since I began teaching. If every day is perfect and I feel that connection? NO! Not at all. During this time I had dark moments, moments when finding the light was difficult. Moments when I felt lost, in which I questioned everything and wanted to leave and not return. But in all these less good times of my life, I found myself again. A few times more quickly, others took longer. And I always learned something that made me evolve, that made me grow. That made me proudly look back and realize that I could not be the person I am today without having gone through what I went through.

I believe that everything has a purpose, and everything happens for a reason and when it has to happen. Life has shown me several times that it works like that, and that when I believe in it everything becomes easier. When I give up expectations and deliver the outcome to the Universe, everything becomes easier. Everything ends up flowing.

This last year was perhaps the most difficult of my life. I went through a lot of physical pain, uncertainty, many limitations, a very invasive surgery to the hip, with a difficult recovery, a change of house and city, a new project of yoga and meditation, all with two small children and an exhausting work. I always had faith that everything was going to be ok, even when I stopped believing, I knew there was always a light somewhere, sometimes difficult to find. I look back now and I know I was a warrior. And this is not to brag, I don’t really like to do it. But I was! And I still am! In the midst so much pain and physical limitations, I continue to move my life forward because I know where the path is. I know that everything that happens has something to teach me. It is in this acceptance that we find freedom and that everything makes sense.

 

 

[Foto por Pedro Silva]

Lidar com a dor / Dealing with pain

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Photo credit: Pedro Silva 

Há 8 meses que tenho dores. Dores físicas, emocionais. Dor psicológica, dor espiritual. No princípio era só um incómodo menor e só doía ao fazer certos movimentos. Mas com o tempo começou a ser mais forte e tornou-se permanente. Algo com que aprendi a viver, que se tornou parte de mim. A minha melhor amiga e a minha pior inimiga.

Neste processo, passei por diferentes etapas. Primeiro neguei. Tentei fazer a dor desaparecer, fingi que não estava aqui. Então percebi que não seria assim tão fácil, que não ia embora. Na verdade piorou, chamando cada vez mais a minha atenção, dizendo-me que não iria embora até que eu escutasse o que tinha para me dizer.

Então eu disse: “Ok, o que queres de mim?” Parei e tentei ouvir. Eu estava lá, disposta a isso, mas aparentemente não conseguia entender o que me dizia. Então a dor começou a gritar tão alto que se tornou insuportável. Percebi que era sério, e decidi então expor-me à experiência e perceber as suas mensagens. E uma nova porta se abriu dentro de mim. Uma maneira totalmente nova de olhar para dentro, de aceitar, de lidar com o assunto. Uma viagem que tem sido literalmente dolorosa, mas que me tem ensinado muito.

As coisas acontecem por um motivo e eu realmente acredito nisso. As minhas práticas de yoga e meditação têm-me ajudado muito neste processo, e ainda ajudam, porque esta viagem ainda não acabou, é apenas o início.

Gostava de partilhar com vocês o que me tem ajudado ao longo deste caminho, pois pode ajudar outros também:

1. Movimento – não parem. Eu sempre gostei e senti a necessidade de movimentar o meu corpo, fosse indo ao ginásio, ou praticando yoga, ou caminhando ou correndo. Nestes últimos anos, depois que tive os meus filhos, parei de ir ao ginásio e tenho só praticado yoga em casa. Quando a dor começou na minha articulação sacro-ilíaca e anca, eu tive que parar com minha prática diária de Ashtanga yoga e reconsiderar outras formas de movimentar o meu corpo. Descobri que parar não era uma opção porque isso significava que a energia deixaria de fluir. Então tenho tentado ir ao meu tapete todos os dias ou pelo menos 4-5 vezes por semana para respirar e mover o meu corpo. Seguindo o que o corpo me pede, libertando tensão na parte superior das costas e ombros e em redor dos glúteos. A energia flui e sinto-me muito melhor depois.

2. Meditação – parem e sentem-se com a respiração. Esta prática tem sido bastante terapêutica para mim e uma ferramenta muito importante para me manter sã. Ajudou a aliviar as flutuações da mente e a tendência para racionalizar tudo. Também me permitiu olhar dentro da minha dor e sentar com ela observando-a, em vez de reagir e tentar fugir. Como parte de uma prática de mindfulness, tem-me ajudado a viver o momento presente, uma respiração de cada vez.

3. Psicoterapia – uma ótima ferramenta para olhar para dentro. Perceber de onde vem a dor e quais são suas mensagens. Colocando essas mensagens num contexto mais elevado para que eu possa viver com elas, aprenda com elas e curar-me de todas as formas possíveis. Porque todas as dores têm algo mais para nos ensinar do que o mero aspecto físico.

4. Amor-próprio – ninguém vai amar-vos e cuidar de vocês como vocês próprios. Aprender a aceitar o meu corpo como é, com dor e tudo; amá-lo, sentindo compaixão. Tratando-me como um ser inteiro.

5. Encontrem a vossa essência – e mantenham-se conectados a ela. Aquela parte de quem eu sou que às vezes se perde no meio de estar ocupada, que é esquecida, mas que precisa de conexão. Este processo tem sido extremamente poderoso e curativo para mim.

E agora estou prestes a embarcar noutra viagem ainda, de cura e autodescoberta mais profundas. Mas sobre isso e sobre a minha cirurgia, escreverei noutra altura!

 

I have been in pain for the past 8 months. Physical pain, emotional pain, psychological pain, spiritual pain. At first it was only minor and it hurt only when doing certain movements. But then it started to crawl inside and became permanent. Something I learned to live with. It became part of me. My best friend and my worst enemy. 

I went through different stages. First I denied. I tried to make it go away, pretended that it wasn’t here. Then I realized that it wouldn’t go, it actually got worst, calling my attention, telling me that it would not go away until I listened. 

So I said: ‘ok, what do you want?’ I stopped and tried to listen. I was there, willing, but apparently couldn’t understand what it was saying. So the pain started to scream so loud that it became unbearable. I understood that it was serious and I opened myself to truly understand and comply to its requests. And a whole new door opened inside me. A whole new way of looking inside, of accepting, of dealing with it. A journey in and on itself that has been literally painful but has taught me so much. 

Things do happen for a reason and I truly believe this. My yoga and meditation practice have helped me a lot through this process, and still do. Because this journey isn’t over yet, it’s just the begining.

I would like to share with you what has been helping me along the way, as it may help you too!

1. Movement  – do not stop. I always liked to move my body, either through going to the gym or my yoga practice, or walking or running. In these last few years, after I had my kids I stopped going to the gym and only practiced yoga at home. When the pain in my SI joint/hip started I had to stop my daily strong Ashtanga practice and reconsider other ways to move my body. I found out that stopping is not an option because that means the energy doesn’t flow. So I try to go to my mat every day or at least 4-5 times a week to breathe and move my body. Following what my body asks me to, releasing tension in my upper back and shoulders and around my gluteus. Energy flows, and I feel so much better afterwards.

2. Meditation – stop and sit with your breath. This has been very healing and a very important tool to keep me sane. It has helped ease the fluctuations of my mind and the tendency to rationalize everything. It has also allowed me to look inside my pain and sit with it, instead of reacting to it. As parte of a mindfulness practice, it has taught me to live in the present moment, one breath at a time.

3. Psycotherapy – a great tool to look inside. Understanding where the pain comes from and what are its messages. Placing these messages in a higher context so that I can live with it, learn from it and heal in every way possible. 

4. Self-love – no one will love you and take care of you like yourself. Learning to accept my body as it is, with pain and all; love it, feel compassion for it. Treating myself as a whole being.

5. Find your essence – and stay connected to it. That part of who I am that sometimes gets lost in the midst of being busy, that gets forgotten, but that needs connection. This has been extremely powerful and healing for me.

I am about to embark on a bigger journey of healing and self-discovery with my upcoming hip surgery. But on that I will write another time!

 

Criar Espaço / Create space

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Recentemente apercebi-me da necessidade de criar espaço. Criar espaço dentro de mim, do meu corpo, da minha alma, da minha mente, da minha vida. Criar espaço na minha forma de pensar e de ver e sentir as coisas. Criar espaço na minha prática de yoga, no meu trabalho, na forma como educo os meus filhos e me relaciono com os outros.

Apercebi-me de que criar espaço significa parar e sentir e ouvir. Significa abrir-me de forma a que possa seguir os meus sonhos e o meu projecto de vida.

Cada vez me apercebo mais de como esta vida stressante que muitos de nós levamos, sempre com uma lista infindável de a fazeres e de compromissos, não nos deixa muito tempo e espaço para apenas sermos. Para apenas estarmos connosco. Para estarmos presentes e conscientes no que fazemos e dizemos.

Mesmo que pratiquemos yoga e meditação, muitas vezes a prática é apenas mais uma entrada na nossa lista de a fazeres à qual colocamos uma cruz depois de feito. É claro que ajuda porque pelo menos paramos e respiramos nestes momentos.

Mas eu apercebi-me de que a minha prática de yoga estava um pouco a ser feita assim, para colocar um check! Para me fazer sentir bem no meu corpo e mente. Mas que de facto não estava a sentir nem a criar espaço no que estava a fazer. Não estava a conseguir ouvir o que o meu corpo queria e precisava ou se calhar não o queria fazer. Era mais fácil prosseguir com o que me era familiar e antes tinha resultado.

Então parei, e percebi que não estava a criar espaço. Percebi que certas partes do meu corpo estavam fechadas e gritavam para serem ouvidas. É fácil perdermos esta conexão, mesmo depois de anos e anos a praticar e a ensinar yoga. Sim, é fácil. Se é fácil admitir? Não, não é. Mas aqui estou eu a fazê-lo! A admitir e a aceitar que me deixei levar pelo hábito em vez de o fazer com consciência plena. Sem me julgar, sem me culpar, sem me criticar. Se calhar foi mesmo assim que teve que acontecer para que eu me pudesse conhecer um pouco mais!

 

Recently I realized the need to create space. Create space inside myself, my body, my soul, my mind, my life. Create space in my way of thinking and seeing and feeling things. Create space in my yoga practice, in my work, in the way I raise my children and relate to others.

I realized that creating space means stopping and feeling and listening. It means opening myself so that I can follow my dreams and my life project.

This stressful life that many of us live in, always with an endless list of things to do and lots of commitments, does not leave us much time and space to just be. To just be with ourselves. To be fully present and aware of what we do and say.

Even though we practice yoga and meditation, often the practice itself is just another entry on our to do list, to which we put a cross after it is done. Of course it helps because at least we stop and breathe for a moment.

I realized that my yoga practice looked a little like that, just another item on my to do list so that I could put a check on it! To make me feel good in my body and my mind. But in fact I was not feeling or creating space in what I was doing. I could not hear what my body wanted and needed or maybe I did not want to. It was easier to just go on with what was familiar to me, and had worked before.

So I stopped, and realized I was not creating space. I noticed that certain parts of my body were closed and screamed to be heard. It is easy to lose this connection, even after years and years of practicing and teaching yoga. Yes, it is easy. But is it easy to admit? No, it’s not. But here I am doing it! To admit and accept that I let myself be carried away by the habit instead of doing a practice with full consciousness and presence. Without judging me, without blaming myself, without criticizing me. Maybe it was like it was meant to be so that I could learn a bit more about myself!

Solstício de Verão / Summer Solstice

Hoje é o dia mais longo do ano e começa o Verão, a estação do ano preferida de muita gente. Os dias longos e quentes, o tempo de praia, as férias… Esta transição de mais uma estação do ano é mais uma oportunidade de nos conectarmos com os ciclos naturais do planeta em que vivemos. O Solstício de Verão pode ser especialmente marcante, pois é uma altura de celebração da luz no seu expoente máximo, quando estamos mais perto do Sol e do seu calor, do fogo!

É uma altura em que podemos usar a metáfora do fogo para nos vermos livres do que já não nos serve, daquilo com que já não nos identificamos. É o culminar de todo um processo de desabrochar com a chegada da Primavera, mas também de preparação para os dias mais curtos e para o Inverno que hão-de chegar.

É altura de olharmos para dentro e estabelecermos o que queremos para nós e para a nossa vida. De criarmos a nossa lista de intenções, ou revisitarmos a que criámos no início do ano.

Deixo aqui algumas ideias para que este dia não vos passe ao lado.

  • Meditar um pouco de manhã cedo ou ao fim do dia. Meditar não tem que ser complicado, basta sentarem-se nem que seja 1 ou 2 minutos com a vossa respiração. Sentindo e observando os pulmões a encher e esvaziar de ar
  • Escrever em vários pedaços de papel as coisas que já não vos servem: sentimentos, ideias, acontecimentos. Depois queimá-los no fogo, seja numa vela ou numa taça (tendo os devidos cuidados claro!)
  • Fazer uma prática de yoga, conectando o nosso corpo, mente e respiração. Se nunca praticaram, porque não experimentarem uma aula hoje? Hoje celebra-se também o Dia Internacional do Yoga!
  • Passar algum tempo ao ar livre em contacto com a natureza, ou apenas sentindo o sol na pele!

Experimentem criar estes hábitos de conexão com os ciclos, com a Natureza! É tão importante na vida muitas vezes acelerada demais em que vivemos!

 

Today is the longest day of the year and the beginning of Summer, the favorite season for many people. Warm long days, beach time, summer holidays … This transition of yet another season is an excellent opportunity for us to connect with the natural cycles of the planet we live in. The Summer Solstice can be especially striking, for it is a time of celebration of Light in its highest exponent, when we are closest to the Sun and its heat, the fire!

It is a time when we can use the metaphor of fire to free ourselves from what no longer serves us, from what we no longer identify with. It is the culmination of a whole process of blossoming with the arrival of Spring, but also of preparation for the shorter days and for the winter that will arrive.

It is time to look inside us and establish what we want for ourselves and for our life, for creating our list of intentions, or revisiting the one we created earlier this year.

I leave you with some ideas of how you can make this day special to you.

– Meditate a little early in the morning or at the end of the day. Meditation does not have to be complicated, just sit for a minute or two with your breath. Feeling and observing the lungs filling and emptying of air

– Write in various small pieces of paper the things that no longer serve you: feelings, ideas, events. Then burn them in a fire, whether in a candle or in a cup (having proper care of course!)

– Do a yoga practice, connecting our body, mind and breath. If you’ve never practiced, why not try a class today? Today we also celebrate International Yoga Day!

– Spend some time outdoors in contact with nature, or just feel the sun on your skin!

Try to create these habits of connection with cycles, with Nature! It is so important nowadays in our often accelerated lives!

Tomar conta de mim / Take care of myself

Tomar conta de mim tem sido algo que tenho escrito todos os dias como sendo um dos meus objectivos. E há dias em que consigo, outros em que não. O que importa é continuar a tentar até que se torne um hábito.

 

Mas o que implica isto de tomar conta de mim? Implica ouvir o meu corpo e respeitá-lo. Desafiar-me a alcançar novas metas, a vencer medos. Aprender a sentir-me bem no meu corpo e comigo mesma. A nutrir o meu corpo e a minha alma da melhor forma possível. A mexer o meu corpo (o que tem sido difícil nos últimos dois meses por causa da crise de ciática). E talvez tantas outras coisas!

 

O que já percebi é que quando me ignoro, quando me deixo para último lugar, quando resolvo ouvir apenas a minha mente, é quando o meu corpo grita. E se não oiço, ou ignoro, à primeira vez, então grita ainda mais alto. E aí sim sou obrigada a parar tudo e a prestar atenção, e a fazer tudo aquilo que for preciso para curar e para que não volte a acontecer!

 

Taking care of myself has been something I have been writing every day as being one of my goals. And there are days that I am successful, others that I am not. What matters is to keep trying until it becomes a habit, a routine.

 

But what does it mean to take care of myself? It involves listening to my body and respecting it. To challenge myself to reach new goals and to overcome fears. To learn to feel good in my body and with myself. To nourish my body and my soul in the best possible way. To move my body (which has been difficult in the last two months because of a sciatica crisis). And maybe so many other things that are not occurring to me now.

 

What I already noticed is that when I ignore myself, when I leave myself to last, when I decide to listen only to my mind, it is when my body screams. And if I do not hear, or ignore it, the first time, then it screams even louder. And then I have to stop everything and really pay attention, and do whatever it takes to heal myself so that it does not happen again!

Yoga e alimentação Vegan – Entrevista a Maria do blog MãeGuru

Inicio um novo conjunto de artigos com entrevistas ou contribuições de pessoas que me inspiram e que espero vos inspirem a vocês também! Este primeiro artigo contêm uma entrevista à maravilhosa Maria que está por detrás do blog MãeGuru!

1. Como é que o Yoga apareceu na tua vida?

Aos 20 anos estava a terminar a formação no Instituto Português de Naturologia, estudava durante a noite e trabalhava durante o dia e de madrugada, um ritmo frenético me acompanhava, mas tinha um objetivo, em Setembro iria pegar numa mochila e seguir rumo ao Brasil, precisava de me afastar, de parar e me encontrar. Foi uma altura de grandes questionamentos sobre a Vida.

E assim foi, algo me chamava para aquela terra, uma viagem que seria apenas de um mês, mas longos meses se passaram e até anos.

O Yoga surgiu nessa caminhada, pós me a prova e conquistou-me. Voltei a Portugal uns meses, vendi o meu carro e doei toda a minha roupa, ficando apenas com uma mala de viagem.Voltei.

Foram anos de  transformações internas muito profundas, auto propus me a passar noites sem tecto e mesmo dias sem acesso a comida ou água, contacto directo na natureza mais profunda e com todos os seres que lá habitam..Os desafios foram enormes, mas a certeza que foi um processo necessário para a consciência de hoje.

Fui em busca de auto conhecimento, valores da Vida? Encontrei isso e muito mais, o verdadeiro amor, trouxe de lá a minha filha, Noá Zaya e a certeza que queria espalhar os ensinamentos do Yoga a todos os interessados.

2. Que mudanças sentiste?

O Yoga transformou a minha vida, se há algo que serei eternamente grata, é por essa descoberta.

Não pedir, agradecer.

Dar valor ás pequenas coisas, ás mais simples e verdadeiras.

A mudar o pensamento, claro que todos temos e teremos problemas e dias bastante complicados na nossa vida, mas para mim o que foi realmente transformador foi o simples entendimento que tudo na vida é transitório e que estamos aqui para vivenciar todos os sentimentos e não oprimir os menos bons.Eles existem por algum motivo, para aprendermos algo, para nos superarmos a cada dia.

O Yoga é a maior ferramenta e a mais poderosa.Trabalhando a respiração, consciência e auto desenvolvimento.

Ensina nos a vivenciar de uma forma mais presente o Presente.

Aprimoramento de força, flexibilidade e equilibro no tapete primeiramente e que inconscientemente levarás essas qualidades para os desafios do teu dia a dia.

3.  Como surgiu a alimentação vegan? Veio depois do yoga ou já eras vegan antes de começares a praticar?

Deixei primeiramente a carne em 2012, nunca almejando ser Vegan, sinceramente na altura achava que era uma opção extremista (risos). Há cerca de três anos atrás quando morava no Brasil e estava a começar a descobrir o Yoga  deixei o peixe e continuando sem almejar ser Vegan um dia.

Entretanto engravidei e começou uma preocupação sobre como seria a futura alimentação da minha filha, deparei me com a indústria dos derivados de animais e fiquei absoltamente chocada ao ver tamanha crueldade em prol do prazer humano.Assim que a Noá nasceu, parei de comprar derivados de animais e a certeza que não iria mais fazê lo. Fui comendo na rua algumas coisas com os seus derivados e cada vez ficava mais perplexa ao notar que os derivados estavam por todoo o lado, pão de supermercado, muitos dos chocolates, granolas, enfim..Comecei a ter um cuidado extra nas minha compras e claro a opção de fazer a maior parte dos alimentos na minha cozinha .

4.  Quais são os maiores desafios de uma alimentação vegan?

Inicialmente senti um grande choque a nível social quando deixei a carne, pois não conhecia ninguém com a mesma opção alimentar, entretanto as coisas evoluíram um pouco e senti cada vez mais uma abertura e respeito das pessoas a conhecer este estilo de vida e além de conhecer cada vez mais pessoas neste registo.

As pessoas mais chegadas, realmente conseguiram constatar que estava mais saudável, não me recordo de ficar doente, e a minha filha com 16 meses nunca necessitou de ir a um hospital ou tomar quaisquer medicamentos.

Mas assim que a Noá nasceu, os desafios foram crescendo. A sua envolvente social não tem este registo alimentar. Dúvidas, sugestões inconvenientes, críticas estão sempre presentes. Aí o Yoga entra mais uma vez, na paciência. Percepção de que nós é que estamos em minoria e que os questionamentos irão fazer parte mas sempre numa esperança que essa minoria passe para o outro lado 🙂 A verdade é que a pessoas sempre ficam impressionadas positivamente com o desenvolvimento da minha filha.

Senti também uma grande dificuldade em escolher um pediatra para a minha filha, felizmente depois de várias tentativas encontrei um Pediatra que é bastante informado neste sentido com o qual estou muito satisfeita.

5. Que conselhos darias a alguém que queira adoptar uma alimentação vegan?

-Aprender a cozinhar!Sem dúvida que este é o maior conselho que poderei dar.

Eu apaixonei me com a culinária vegan, nutritiva, colorida, cheirosa, diversificada…enfim..um amor para a Vida.

Hoje temos um mundo de receitas online á distância de um click, é só investirem algum tempo e colocarem mãos á obra.

-Ganhar o hábito que ler todos os ingredientes nos produtos comprados, pois até mesmo naqueles que não imaginas, poderá lá estar um “soro de leite” presente .

 

Maria Couto. Eterna apaixonada por todas as formas de Vida.Nasceu no Porto a 21 de Dezembro de 1993. Formou-se no Instituto Português de Naturologia. Uma grande introspecção levou-a a um questionamento de tudo o que lhe fora ensinado até então. Deixou de fazer sentido uma alimentação onde os animais estivessem presentes, e a procura por novas soluções, deu-lhe a conhecer um novo Mundo, repleto de aromas, cores e texturas. Mundo que a inspira e fascina a cada dia.Assim que terminou a formação, pegou numa mochila e com um mapa aventurou-se rumo ao Brasil.Teve oportunidade de se explorar e encontrar enquanto ser humano, em todos os seus ângulos, até os mais obtusos.Uma viagem que acabou por mudar a sua vida…O Yoga apareceu…colocou-a à prova e conquistou o seu coração.Uma relação da Vida para a Vida. A vontade de aprofundar o conhecimento e transmiti-lo a todos ao seu redor levou-a fazer a formação de Yoga.Dá aulas de Hatha Yoga e é autora do blog MãeGuru que surgiu com toda a curiosidade e interesse sobre o dia a dia, alimentação vegana, educação consciente de uma mãe para uma filha.

Ser mãe é saber aceitar / Being a mother is to know how to accept

Faz hoje 4 anos que me tornei mãe pela primeira vez. É difícil pôr em palavras a aventura que tem sido!
Ser mãe pode bem ser o trabalho mais difícil do mundo. Embora acredite que para muitas mulheres este papel seja natural e lhes esteja no sangue, para mim não foi bem assim. Fui mãe a primeira vez de surpresa, com uma gravidez não planeada mas que depressa se tornou desejada! A minha vida mudou radicalmente, não sei se para melhor, mas definitivamente para outro nível. Aprendi (e continuo a aprender) muitas coisas, e por isso estarei eternamente grata!

A segunda vez que fui mãe já foi parte de um plano maior. Assim que tive o meu primeiro filho, soube que tinha que ter outro também. Eu soube logo que ter dois filho seria necessário para me sentir completa, como mãe e mulher. E assim foi, com o nascimento do meu segundo filhote.

Tenho no entanto enfrentado muitos desafios. Penso que o mais difícil seja a ‘perda’ da minha liberdade. Sempre gostei de me sentir livre para poder fazer o que queria, quando queria. E aceitar que agora já não pode ser assim, tem sido duro. A palavra chave em todo este caminho de ser mãe é mesmo ACEITAR. Já escrevi sobre isto em tantos outros contextos, nomeadamente acerca da minha prática de yoga. No fim, tudo faz sentido, é como se de um círculo se tratasse, em que as várias vertentes da vida vão rodando, rodando, num círculo como uma roda, que vai andando para a frente. Mas digo a quem me perguntar que os filhos são a melhor coisa do mundo, sem dúvida alguma!

 

Four years ago today I became a mother for the first time! It is hard to put into words the adventure it has been!
Being a mother may well be the most difficult job in the world. Although I believe that for many women this role is natural and in their blood, for me it was not quite like that. I was a mother the first time by surprise, with an unplanned pregnancy that soon became the best thing that happened to me! My life has changed radically since having my first child, I do not know if for the better, but definitely to another level. I have learned (and continue to learn) many things, and for this I will be eternally grateful!
 
The second time I became a mother was part of a bigger plan. As soon as I had my first child, I knew I had to have another one, because I felt deep inside that having two children would be necessary for me to feel complete, as mother and as a woman. And so it was, with the birth of my second son.
 
I have, however, faced many challenges. I think the most difficult one has been the ‘loss’ of my freedom. I always liked to feel free to be able to do what I wanted, when I wanted to. And to accept that now it can not be quite like that, it’s been hard. The key word in all this process, this journey of being a mother is to ACCEPT. I have already written about this in so many other contexts, namely about my yoga practice. In the end, everything makes sense, it is like in a wheel, in which the several aspects of life are turning and turning, in a circle like a wheel, which is moving forward. But I will say to whoever asks me that having kids is the best thing in the world! 
 

Cuidados corporais Yoga & Ayurveda / Yoga & Ayurveda skin products

Sempre fui fã de usar óleos na minha pele, principalmente em massagens. Óleo de coco, de sésamo, de amêndoas doces e de rícino. Cada um com as suas propriedades específicas, têm sempre um efeito benéfico no corpo e na pele! Sempre os usei o mais puro possível, biológicos e de primeira pressão!

Sempre me encantaram os aromas e as propriedades destes óleos quando combinados com óleos essenciais mas nunca explorei muito as possibilidades que eles nos podem proporcionar.

Até que recentemente conheci a marca Heart Intention & Yoga Oils, uma marca Portuguesa de cuidados para Equilíbrio do Corpo, Mente e Alma inspirada na ancestralidade do Yoga e Ayurveda. Decidi experimentar dois óleos, o óleo Vata e o óleo Yin Yoga. O óleo Vata porque segundo a Ayurveda este é o meu dosha predominante e mais desequilibrado nesta altura do ano por causa do frio e do vento. (Para saberem mais sobre Ayurveda e doshas leiam este POST.) O óleo Yin Yoga pareceu-me fazer sentido já que esta prática de yoga tem-me trazido bastantes benefícios para equilibrar a minha prática de Ashtanga que é uma prática bastante Yang. Escreverei mais sobre os princípios Yin e Yang num próximo post.

Com ambos os óleos tive uma experiência sensorial fantástica, difícil de pôr em palavras! Os aromas, a textura, mas sobretudo a sensação que permanece no corpo, na alma e na mente são indescritíveis. Estes óleos não são só naturais e biológicos como são feitos com todo o amor e dedicação pela Mónica, que está por detrás da marca. E isso sente-se, e muito! Não são meros óleos que poderíamos comprar numa loja, são muito mais que isso, já que a Mónica personaliza-os e trata-os com Reiki. Posso dizer que fiquei rendida e apaixonada. Já fazem parte da minha rotina diária! Uso-os como perfume, colocando umas gotas atrás das orelhas e nos pulsos, ou após a minha prática de yoga para meditar ou depois do duche como hidratantes de corpo e claro também nas massagens!

Aconselho vivamente a experimentarem os produtos Heart Intention & Yoga Oils, que podem conhecer AQUI. Se usarem o código RA-HIYO têm um desconto de 10%, por isso aproveitem!

 

I have always been a fan of using oils on my skin, especially in massages. Coconut oil, sesame oil, almond oil and castor oil. Each with its specific properties, they always have a beneficial effect on the body and the skin! I have always used them as pure as possible, biological and cold-pressed!

Although I have been fascinated by the aromas and properties of these oils when combined with essential oils, I have never explored much the possibilities that they can offer us.

Until I recently found Heart Intention & Yoga Oils, a Portuguese brand of care for Body, Mind and Soul, inspired by the ancestry of Yoga and Ayurveda. I decided to try two oils, Vata oil and Yin Yoga oil. Vata oil because according to Ayurveda this is my predominant and most unbalanced dosha, specially at this time of the year because of the cold and the wind. (To know more about Ayurveda and doshas read this POST.) The Yin Yoga oil seemed to make sense to me since this yoga practice has brought lots of benefits to balance my Ashtanga yoga practice which is quite Yang. I will write more about the Yin and Yang principles in a next post.

With both oils I had a fantastic sensorial experience, hard to put into words! The aromas, the texture, but above all the sensation that remains in the body, the soul and the mind are indescribable. These oils are not only natural and organic, but as they are also made with love and dedication by Monica, who is behind the brand. And that makes all the difference and you can feel it! These are not the oils that you can buy in a store, these are much more than that, since Monica personalizes them and treats them with Reiki. I can say that I am surrendered and in love. They are already part of my daily routine! I use them as a perfume, behind my ears and in my wrists, or after my yoga practice to meditate, or after a shower to hydrate my skin and in my massages as well.

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O Regresso / The Return

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Depois de quase dois anos, estou novamente a escrever no blog. Já tinha feito outras paragens anteriormente, mas esta foi a mais longa. Penso nas razões que me levaram a deixar de escrever e a principal é sem dúvida a falta de tempo, que piorou substancialmente com o nascimento do meu segundo filho. Mas outra também importante é a falta de vontade que por vezes sinto de escrever. Não é falta de interesse, mas sim de vontade em pôr as coisas, seja pensamentos, sentimentos ou conhecimento, para fora de mim.

Isto é de facto algo em que tenho trabalhado no meu caminho rumo ao bem-estar. Hoje em dia sabe-se muito bem que a acumulação de sentimentos e pensamentos para dentro de nós pode contribuir em muito para algumas doenças, depressões e um sentimento geral de infelicidade.

Existem várias ferramentas que pessoas mais introvertidas como eu podem utilizar para as ajudar a lidar com isto. E garanto-vos, a exteriorização dos nossos sentimentos e pensamentos é maravilhosa. Não estou com isto a querer dizer que temos que dizer ou falar sobre tudo aquilo que sentimos ou pensamos, claro que não! Como em tudo, uma boa dose de equilíbrio é a chave!

A ferramenta que mais gosto de utilizar e que retomei recentemente foi a de escrever. Pode parecer fácil, e na realidade quando mantemos o hábito de o fazer, até é. Escrever num diário, tudo aquilo que pensamos e sentimos. Sem pensar muito no assunto, não é preciso que seja um texto perfeito e com sentido, pois não é suposto que alguém o leia para além de nós. O segredo é sentarmo-nos num sítio em sossego (coisa que quem tem filhos pequenos como eu pode sentir alguma dificuldade em fazer), com um caderno e uma caneta e deixar tudo fluir para a escrita. Um pouco como quando meditamos, não devemos criticar ou achar que é bom ou mau, apenas deixar sair.

Foi quando retomei a escrita do meu diário que percebi que deveria voltar a escrever no blog, pois não deixa também de ser um bom exercício de partilha e que na realidade foi uma das razões que me levou a começar o blog!

Espero desta vez conseguir manter alguma periodicidade de escrita! Com novos temas e novas partilhas!

 

After almost two years, I am back to writing again on the blog. I have done other stops before, but this one was the longest. I think the main reason that led me to stop writing was undoubtedly lack of time, which only got worse after the birth of my second child. But another important one that I can think of, is the lack of will that I sometimes feel about writing. It is not a lack of interest, but a difficulty in sharing things, thoughts, feelings or knowledge.
This is indeed something which I have worked through on my wellness journey. It is now well known that the accumulation of feelings and thoughts inside of us can greatly contribute to some illnesses, depression and a general feeling of unhappiness.

There are several tools that more introverted people like me can use to help them deal with this. And I can assure you that sharing our feelings and thoughts can be wonderful. I do not mean to say that we have to say or talk about everything we feel or think, of course not! As with everything, a good deal of balance is the key!

The tool that I like to use the most and that I recently took over is writing. It may seem easy, and in reality when we keep the habit of doing it daily, it actually is. It consists on writing on a diary everything we think and feel. Without much thought, it does not need to be a perfect or meaningful text, because no one else is supposed to read it but us. The key to do this is to sit in a quiet place (something that can be difficult for people who have small children like me!), with a notebook and a pen and let everything that goes through your mind flow to the pen. A little bit like when we meditate, we should not criticize or put a good or bad label, just let it out.

It was when I resumed writing in my diary that I realized that I should start writing again in the blog, because it is also a good sharing exercise and in fact it was one of the reasons that led me to start the blog!
I hope this time I am able to keep some periodicity of posting articles with new themes and keep sharing my wellness journey with you! 
 

Yoga Diary: Compromisso / Commitment

Passou algum tempo desde a última vez que aqui escrevi! Torna-se bastante fácil perder a noção do  tempo no meio do caos da vida do dia-a-dia. Uma das únicas coisas que eu me esforço por manter é a minha prática de yoga. Mesmo que seja por apenas 10 minutos, eu tento sempre desenrolar o meu tapete pelo menos 5 dias por semana.

Eu costumava praticar todos os dias por volta das 7:30-8 horas da manhã, depois do meu filhote estar levantado e com o pequeno-almoço tomado! No entanto, isto deixava-me com pouco tempo para a minha prática e eu acabava por estar sempre estressada! No outro dia decidi começar a fazer o esforço de acordar às 6h da manhã para praticar, para que pudesse estar despachada quando toda a gente acordasse.

Não tem sido fácil porque me sinto cansada e bem precisava das horas extra de sono! É preciso muita disciplina, e um grande compromisso com a prática, mas especialmente comigo mesma para manter este ritual. Mas todas as manhãs lá estou eu, à luz da vela, respirando e movimentando o meu corpo no tapete, no silêncio do amanhecer. Sabe muito bem, é tão rejuvenescedor, tão íntimo! Sinto que consigo realmente focar-me na minha respiração e no meu interior. É uma prática completamente diferente, sem distracções, onde consigo estabelecer uma ligação comigo mesma bastante profunda. Dita completamente o resto do meu dia! Eu sei que me torno uma pessoa melhor, mas especialmente uma mãe melhor quando tenho esses momentos de manhã cedo apenas para mim! Para além disso, o compromisso com a prática ensina-me como manter os outros compromissos que tenho na minha vida.

 

Este é o primeiro post da nova secção aqui no blogue: ‘Yoga Diary’, onde irei partilhar convosco os efeitos, benefícios e lutas, da minha prática diária de Ashtanga Yoga! 

 

It’s been a long time since I last wrote here! It is far too easy to loose track of time in between the chaos of my busy daily life. The one thing that I strive to maintain is my yoga practice. Even if it is just 10 minutes on my mat, I try to unroll it at least 5 days per week. I used to practice at 7:30-8 am, after my little one is up and fed! However this usually left me with little time to practice and I ended up stressing myself with time. The other day I decided to start practicing at 6am, so I would be done by the time everyone is awake.
It hasn’t been easy, because I usually feel very tired and could use the extra hours of sleep. But every morning there I am, by candle light, breathing and moving on my mat, in the silence of the early hours of the day.
It feels so good, so rejuvenating, so intimate! I feel that I can really focus on my breath and turn inwards. It is a completely different practice. One without distractions. One where I truly, deeply connect with myself. It completely sets the day for me! I know that I am a better person and specially a better mum when I have those moments all to myself early in the morning! Also, the commitment to my practice teaches me how to commit to other things in my life. 

 

This is the first post of a new section here on the blog: Yoga Diary, where I will share my experience, benefits and struggles of a daily Ashtanga Yoga practice! 
 
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