Bolachinhas Vegan / Vegan Cookies

Bolachinhas de amêndoa, limão e canela  (Gluten free & vegan)

(Receita modificada da original –  Healthy Blender Recipes)

– 1/2 cup (approx. 50 g) farinha de amêndoa
– 1/3 cup (apron. 50 g) farinha de trigo sarraceno
– 1/3 cup (approx. 40 g) farinha de arroz
– 1/4 cup (apporx. 40g) açúcar de coco
– 1/3 cup óleo de coco (ou azeite)
– 1/4 cup leite de aveia (ou leite de amêndoa ou de arroz)
– 2 tsp raspas de casca de limão
– 1/2 tsp extracto de baunilha
– canela em pó

1. Pré aquecer o forno a 150C
2. Bater o açúcar e o óleo 
3. Adicionar lentamente a farinha de amêndoa, o limão e a baunilha
4. Adicionar as farinhas de arroz e trigo sarraceno
5. Adicionar o leite e mais óleo se a consistência não for a desejada
6. Moldar bolinhas de massa com as mãos
7. Colocar em papel vegetal e pressionar cada bolinha levemente com um garfo
8. Polvilhar com canela
9. Cozer no forno durante 20 minutos
10. Deixar as bolachinhas arrefecer dentro do forno depois de o desligar para que fiquem duras

(Nota – o açúcar de coco é obtido através das flores da palma do coqueiro; tem um índice glicémico baixo e por isso é considerado como uma alternativa mais saudável ao açúcar refinado e ao açúcar de cana. Contém ainda um teor elevado de minerais e vitaminas.)

Almond Lemon Cinnamon Cookies (Gluten free & vegan)

(Based on the recipe by Healthy Blender Recipes)

– 1/2 cup (approx. 50 g) almond flour
– 1/3 cup (apron. 50 g) buckwheat flour
– 1/3 cup (approx. 40 g) rice flour
– 1/4 cup (apporx. 40g) raw coconut sugar
– 1/3 cup coconut oil (or olive oil)
– 1/4 cup oat milk (or rice milk or almond milk)
– 2 tsp lemon zest
– 1/2 tsp vanilla extract
– ground cinnamon

1. Preheat oven to 150C
2. Using a mixer, beat the sugar and the oil together
3. Slowly add the almond flour, lemon zest and vanilla
4. Add in the buckwheat and rice flours
5. Add milk and more oil if needed for consistency
6. Roll small balls of dough with your hands
7. Place on baking paper and press gently with a fork
8. Sprinkle with cinnamon
9. Bake 20 minutes
10. Let cookies cool indie the oven after turning it off, they should harden

(Note – coconut sugar is obtained from the flower buds of the coconut palm; it has a low glycemic index and is therefore considered healthier than refined white sugar and brown sugar. Moreover, it has a high mineral and vitamin content.)

Ser Vegan / Becoming Vegan

Durante a minha estadia em Nova Iorque ponderei o facto de me tornar vegan. Isto significaria deixar de comer queijo, gelado, iogurtes, bolos…(ou pelo menos era o que  eu pensava!) Tentei durante umas semanas cortar estes alimentos da minha dieta, e surpreendentemente não senti a falta deles. Em relação ao queijo e iogurtes, penso não haver grandes alternativas. Mas no que toca a gelados e bolinhos, encontrei substitutos deliciosos! Mas estava em Nova Iorque, onde quase em cada esquina existem pastelarias e restaurantes vegan! Foi quando regressei a Lisboa que me comecei a aperceber das reais dificuldades deste tipo de alimentação!

Mas porquê ser vegan? E qual a diferença em relação ao vegetarianismo? A alimentação vegana tal como a alimentação vegetariana pressupõe que não se consomem quaisquer produtos animais que impliquem a sua morte, i.e., carne, peixe, marisco, etc. No entanto, a maior parte dos vegetarianos consome ovos e produtos lácteos, como leite, queijo e iogurtes. E é nestes mesmos produtos que reside a diferença entre as alimentações veganas e vegetarianas. Um vegan não consome qualquer produto de origem animal, mesmo que este não implique a morte do animal. Os ovos e produtos lácteos estão portanto excluídos do menu. Existe ainda um extremo do estilo de vida vegan, em que as pessoas nem sequer vestem tecidos como lã ou pele. 

Eu sou vegetariana há mais de seis anos. Foi uma escolha que fiz por motivos de saúde, mas também por motivos éticos. A mudança foi drástica, de um dia para o outro, mas nunca me arrependi e o meu corpo facilmente se habituou à nova alimentação, e acho que até me agradeceu. Quando as pessoas me perguntavam se eu comia ovos e lacticínios eu dizia: ‘Sim, claro!! Cortar em tudo parece-me um pouco extremista!!’ E era assim que eu pensava. Que se não comesse proteína animal nenhuma, não seria saudável e teria deficiências de alguns nutrientes. Mas a verdade é que com o tempo o meu corpo começou a rejeitar primeiro os ovos, e mais recentemente produtos lácteos. Foi por isso também que comecei a explorar a dieta vegan, aproveitando claro, o facto de ser extremamente fácil fazê-lo em Nova Iorque. Ainda estou no princípio e ainda não me considero 100% vegan. 99% talvez!! Ainda como Ghee (manteiga clarificada) e ocasionalmente queijo ou iogurte de cabra. 
Como em qualquer tipo dieta, considero que a imposição de muitas restrições não é o caminho certo. Acho que o melhor para nós é sempre ouvirmos o que o nosso corpo nos pede e alimentarmo-nos de acordo com isso. De qualquer maneira, uma alimentação vegan pode ser extremamente saudável, desde que seja cuidada e que a quantidade adequada de proteína vegetal seja ingerida. 

Mas onde se obtém então a proteína numa dieta vegan? Vários alimentos são naturalmente ricos em proteína vegetal, mas por vezes as pessoas desconhecem isso. Feijões e lentilhas, e grãos como quinoa e amaranto contêm uma quantidade de proteína comparáveis à de algumas carnes. Outras fontes importantes são nozes e amêndoas, sementes de cânhamo e de chia e ainda alguns vegetais como espinafres, brócolos e espargos. São várias as opções, o que demonstra também que uma alimentação vegana não tem que ser aborrecida ou repetitiva. 

Outra preocupação que algumas pessoas têm em relação a uma alimentação vegan e à não ingestão de produtos lácteos é a obtenção de cálcio. Mais uma vez, a preocupação é infudada porque a quantidade necessária de cálcio pode ser obtida através do consumo de vegetais e frutos secos, vejam por exemplo os valores apresentados em http://www.vegansociety.com/lifestyle/nutrition/calcium.aspx

Quer seja por razões éticas ou apenas por motivos de saúde, a verdade é que uma alimentação 100% de origem vegetal traz grandes benefícios. No meu caso, sinto-me bastante mais saudável (bastante mais do que com a minha antiga alimentação vegetariana) e com mais energia. Sinto-me mais ligada à natureza, e mais confiante! Ah, e a minha pele melhorou consideravelmente o que me faz sentir mais bonita! E a beleza não se vê só por fora; uma alimentação mais consciente e amiga do ambiente também nos torna mais bonitos por dentro! 

During my stay in New York I pondered the fact of becoming vegan. This would mean giving up cheese, ice cream, yogurts, cakes … (or so I thought)! I tried for a couple of weeks to cut these foods from my diet, and surprisingly I did not miss any of them. With cheese and yogurt, it was hard to find alternatives. But when it comes to ice cream and cookies, I managed to find delicious substitutes! But I was in New York, where you can find a vegan bakery and restaurant in almost every corner It was only when I returned to Lisbon that I realized how challenging this diet can be.

But why become vegan? What is the difference when compared to a vegetarian diet? Both vegan and vegetarian diets exclude by-products of animal slaughter, ie, meat, fish, shellfish, etc.. However, most vegetarians consume eggs and dairy products such as milk, cheese and yoghurt. And here lies the difference between vegans and vegetarians. A vegan does not consume any animal products, even if it does not involve the death of the animal. Eggs and dairy products are therefore excluded from the menu. 

I have been vegetarian for over six years now. It was a choice I made for health but also for ethical reasons. The change was quite drastic, but I have never regretted my decision and my body easily become accustomed to the new food, and I think that it even thanked me. When people asked me if I ate eggs and dairy I used to say, ‘Yes, of course! Cutting all animal products seems a little bit extreme! ‘ And that’s what I thought. That if I did not eat animal based protein at all, I would not be healthy and I would have some kind of nutrient deficiency. But the truth is that over time my body began to reject first eggs, and more recently dairy products. That’s why I decided to explore a vegan diet, taking advantage of being in New York. I’m still in the beginning and still do not consider myself 100% vegan. Perhaps 99%! I still eat Ghee (clarified butter) and occasionally goat cheese or goat yogurt.
As with any diet, I consider that the imposition of too many restrictions is not the right way to go. I think it is always best to listen to our body and nourish ourselves accordingly. In any case, a vegan diet can be extremely healthy provided that the proper amount of plant based protein is ingested.

But where do we get protein in a vegan diet? Many foods are naturally rich in plant-based protein, but often people are unaware of it. Beans and lentils, and grains like quinoa and amaranth contain an amount of protein comparable to that of some meats. Other important sources are almonds and walnuts, hemp and chia seeds and even some vegetables such as spinach, broccoli and asparagus. There are several options, which also shows that a vegan diet does not have to be boring or repetitive.

Another concern that some people have with respect to a diet that excludes dairy is calcium intake. Again, the necessary amount of calcium can be obtained by consumption of vegetables and nuts as you can see in the table presented in http://www.vegansociety.com/lifestyle/nutrition/calcium.aspx

Whether for ethical reasons or just to be healthy, the truth is that eating a 100% plant-based diet brings great benefits. In my case, I feel healthier (far more than with my vegetarian diet) and I have more energy. I feel more connected to nature and more confident! Oh, and my skin has improved considerably, which makes me feel more beautiful! And the beauty is not seen only on the outside, eating more conscious and environmentally friendly makes us more beautiful on the inside as well!

As maravilhas do coco / The wonders of coconut

O coco tornou-se num dos meus alimentos preferidos! Principalmente porque serve para quase tudo! Ora vejamos:
1) a água: extremamente refrescante e docinha e uma excelente fonte de potássio e electrólitos que repõem os níveis de hidratação do corpo.
2) o interior: ou seja, a parte branca que se come, é rica em fibras, manganésio, potássio e cobre. E apesar de conter algumas calorias e um teor elevado de gorduras saturadas, sabe-se actualmente que estas gorduras são bastante saudáveis por serem mais facilmente transformadas e assimiladas pelo organismo, do que outros tipos de gorduras saturadas que contribuem para o aumento do colesterol. Estudos recentes mostram mesmo que as gorduras saturadas presentes no coco previnem doenças cardíacas e ajudam no metabolismo dos lípidos, contribuindo para a perda de peso. 
3) o óleo: talvez a minha parte preferida devido à versatilidade! Pode ser utilizado:
–        na alimentação: este óleo tem um ponto de fusão elevado, o que significa que é sólido à temperatura ambiente e que quando utilizado para cozinhar não produz radicais livres e preserva melhor os nutrientes dos vegetais do que outros tipos de óleos que normalmente utilizamos. Daí ser considerado como um dos óleos mais saudáveis para cozinhar. Para além disso, dá um gostinho à comida delicioso! Pode também ser utilizado para fazer bolos, bolachas, etc!
–        no corpo: sim, leram bem, no corpo! É uma loção corporal maravilhosa, super hidratante, e o aroma…nem vos digo nada!! Experimentem fazer uma massagem e vão perceber! Pode também ser utilizado como removedor de maquilhagem nos olhos e mesmo como bálsamo hidratante, pois possui propriedades anti-idade e anti-rugas! Para os senhores, é ainda um excelente after-shave devido às suas propriedades calmantes!
–        no cabelo; é um excelente amaciador para cabelo seco e para pontas espigadas, podendo ser utilizado como mascara hidratante ou apenas aplicado nas pontas do cabelo acabado de lavar.
–        para tratar cortes e picadas de insectos; quando aplicado em pequenos cortes e picadas, acalma a pele e previne infecções devido às suas propriedades anti-bacterianas e anti-fúngicas.
Existe ainda o leite de coco, o gelado de coco, enfim…com estas aplicações todas, e um aroma e sabor indescritívelmente bons, quem é que consegue viver sem cocos? Eu não! Experimentem!
Coconut has become one of my favorite foods! Mainly because of its versatility:
1) the water: sweet and refreshing, it is an excellent source of potassium and electrolytes,  which is ideal to re-hydrate the body.
2) the meat: the inside part that we can eat is rich in fibers, manganese, potassium and copper. Although it is also high in calories and saturated fats, today we know that these fats are actually healthy because they are easily assimilated by the organism and do not contribute to high cholesterol as other types of saturated fats do. It has actually been shown that the saturated fats of coconut can prevent heart diseases and help metabolize lipids, facilitating weight loss.
3)  the oil: maybe my favourite! It can be used:
–  to eat: coconut oil has a high melting point, that is why it is solid at room temperature. This also means that when used to cook it does not produce free radicals as other oils commonly used to cook. It is actually considered one of the healthiest oils, and its flavour is just amazing! It can also be used to bake cakes, cookies, etc.
– on your the body: yes, in the body! Coconut oil is an amazing body lotion, and leaves your skin with a delicious smell! Try to do a massage with it and you will understand what I am saying! It can also be used as an eye make-up remover and you can actually leave it on the eyes as a balm because it has anti-aging and anti-wrinkles properties! How good is that? For guys, it can be used as an aftershave due its calming properties.
on your hair: coconut oil is an excellent conditioner for dry hair and split ends. It can be used as mascara or you can just apply it to the ends after washing.
to treat minor cuts and insect bites: it calms the skin and prevents infections due to its antibacterial properties.
There is also coconut milk, coconut ice creams…you can have pretty much coconut everything! With all these advantages and uses, and also an incredible smell and taste, who can live without coconuts? I certainly can’t!! Give it a try!

A bebida dourada / The golden drink

Descobri recentemente uma bebida maravilhosa para começar o dia: a bebida dourada! Vi a receita no site Earthsprout e decidi partilhar aqui. Os ingredientes são:
             -água quente (1 chávena)
             – 1/4 tsp curcuma
             – 1/4 tsp gengibre em pó
             – 1 pitada de pimenta
             – sumo de 1/2 limão
   Já há vários meses que me tinha habituado a beber um copo de água quente com sumo de limão assim que me levanto. Os benefícios são vários, como podem ler mais abaixo. Mas quando vi esta receita, decidi experimentar e foi uma deliciosa surpresa! Esta é sem dúvida uma verdadeira bebida energética, para começar o dia da melhor maneira possível, e sem cafeína! Para além de deliciosa, esta bebida está cheia de benefícios para a nossa saúde:
– fortalece o nosso sistema imunitário, devido ao elevado teor de Vitamina C e potássio do limão e às propriedades medicinais do gengibre e curcuma 
– ajuda a equilibrar o pH do nosso corpo, e ao torná-lo mais alcalino ajuda por sua vez na perda de peso; 
– melhora a nosso digestão, por estimular o tracto intestinal e por ajudar a remover toxinas;
– melhora o aspecto da pele devido à vitamina C do limão e ao poder anti-oxidante e anti-inflamatório da curcuma.
   A receita original inclui ainda umas gotas de ‘stevia’, uma planta com folhas doces, cujo extracto pode ser usado em substituição do açúcar. Se precisarem de adicionar um gostinho doce à bebida experimentem ‘stevia’ ou agave ou mel, que são sempre alternativas mais saudáveis ao açúcar!
   De que estão à espera? Experimentem! O vosso dia começará de certeza com muito mais energia e boa disposição!E se estas especiarias ainda não fizerem parte da vossa cozinha, podem também passar a incluí-las nas vossas receitas! 

   I have recently tried the most amazing drink to start off my day: the golden drink! I found it on the website Earthsprout and decided to share it here. The ingredients are:
        -hot water (1 cup)
        – 1/4 tsp turmeric
        – 1/4 tsp powdered ginger
        – 1 pinch of pepper
        – juice from 1/2 lemon
   For several months now, I got used to drink a cup of warm water with lemon every morning. The benefits are plenty as you can read below. But when I saw this recipe , I decided to give it a try and it was a delicious surprise. It is without doubt a truly energetic drink to start off the day, and without caffeine! On top of its delicious taste, this drink is full of benefits to our health:
– boosts our immune system, due to the high content of Vitamin C and potassium present in lemons and to the medicinal properties of ginger and turmeric;
– balances our pH and by alkalinizing our body promotes weight loss;
– improves our digestion, by stimulating the digestive tract and by helping neutralizing and removing toxins;
– improves our skin due to the vitamin C, which decreases blemishes and wrinkles, and the anti-oxidant and anti-inflammatory properties of turmeric.
   The original recipe also includes a few drops of Stevia, a plant with sweet leaves that is often used to replace sugar. If you need to add a sweet taste to this drink, you can use Stevia, agave or honey, which are healthier alternatives to sugar!
   So, what are you waiting for? Give the golden drink a try! Your day will certainly start full of energy and good vibes! And if these species are not yet part of your kitchen, you can also start to add them to your favorite recipes!

A melhor maneira de começar o dia / The best way to start your day

Como começamos o nosso dia dita, sem dúvida, o modo como este vai decorrer. Se acordamos rabugentos e desanimados porque temos mais um dia pela frente, e começamos logo a pensar nas várias tarefas que temos  para realizar, vamos de certeza fazer com que as coisas não corram bem. Por isso, é tão importante começar cada dia da melhor forma possível! E para isso não há nada melhor do que receber cada dia com um sentimento de gratidão. Experimentem começar o vosso dia mencionando pelos menos três coisas pelas quais estão gratos. O Verão é na realidade uma boa altura para iniciar este hábito visto que a maior parte dos dias amanhecem solarengos e convidativos! 
Eu já implementei este ritual no meu quotidiano! Quando acordo e abro os olhos tento pôr um sorriso no rosto e agradeço mais um dia que está à minha frente, porque é mais uma oportunidade de melhorar, agradeço o sol lindo lá fora, o cantos dos pássaros, agradeço o facto de estar viva! Há tantas pequenas (e grandes) coisas que temos nas nossas vidas, e que damos por garantidas, mas que nunca nos damos ao trabalho de agradecer! Este ritual matinal demora no máximo três segundos e faz toda a diferença no modo como o vosso dia vai correr. Experimentem!

How we start our day can certainly dictate the way it will unfold. If we wake up grumpy and discouraged because we have another day ahead of us and start thinking of all the tasks we have to accomplish, we will certainly not have a good day. That is why it is so important to start each day in the best way possible! For that, there is nothing better than receiving each day with a felling of gratitude. Try to start your day by stating three things for which your are grateful for. Summer is actually a really good time to start this practice, since most days rise beautiful and sunny!
I have already implemented this exercise in my daily routine. As soon as I wake up and open my eyes, I try to put a smile on my face and say: ‘I am grateful for one more day, for another chance to make things right, for the beautiful sun outside, for hearing the birds sing, for being alive!´There are so many small (and big) things that we take for granted in our lives but that we never bother to thank! This morning ritual only takes three seconds and makes all the difference in the way your day unfolds. GIve it a try!

Como o yoga mudou a minha vida / How yoga changed my life

‘I have fallen in love with yoga, because it has made me fall in love with myself.’
Li esta frase num blog e pensei: ‘este é exactamente o sentimento que partilho em relação à prática de yoga’. Foi amor à primeira vista e tem sido extremamente importante no desenvolvimento da minha relação comigo mesma, da minha auto-estima. O facto de uma pessoa não gostar de si mesma, ou do seu corpo, pode trazer vários problemas, não só psicológicos, mas também físicos. Quantas pessoas são capazes de se olhar no espelho e dizer: ‘eu amo-te!’. Acredito que não muitas. Eu ainda não sou capaz. Mas estou bem mais perto de o ser. Aprender a amar o meu corpo é o primeiro passo nesse sentido. E a prática de yoga sem dúvida que me tem ajudado muito. Tem-me ensinado a ouvir o meu corpo e a respeitá-lo. A respeitar o facto de a minha anca ser fechada, ou de os meus pulsos serem fracos. Tem-me ensinado também a ter paciência! E esta sim é uma virtude importante. As coisas hão-de acontecer ao seu ritmo, não vale a pena forçar ou querer apressar. Tudo tem o seu tempo. Uma citação que adoro é: ‘There is absolutely no need to hurry about anything: everything must happen only at the precise time appointed by the Universal Law’ por Ramana Maharshi.
A prática de yoga consegue trazer ao de cima o melhor que há em nós. Longe de ser apenas um exercício físico, tem a capacidade de nos iniciar na busca do nosso verdadeiro EU. A definição de yoga é união, contacto ou conexão com uma entidade superior, com a realidade, com a Verdade. Sem querer entrar no campo do esoterismo, na realidade o yoga é um caminho espiritual. E muitas pessoas que eventualmente inicam a sua prática porque querem emagrecer ou porque está na moda ou porque precisam de alongamentos, se de facto se dedicarem de corpo e alma, mais cedo ou mais tarde, descobrem que a parte física é apenas uma pequena componente de um sistema muito mais elaborado de desenvolvimento pessoal e espiritual. 
Para mim, que sempre fui viciada no ginásio e em formas de exercício algo extremas, o yoga parecia-me um exercício de alongamentos algo chato porque não me dava aquela adrenalina que uma boa aula de ‘body combat’ ou ‘rpm’ dava. Isto foi até ter experimentado o Ashtanga Yoga! Difere dos outros tipos de yoga na medida em que existe uma sequência pré-determinada e dinâmica de posturas que se vai aprendendo e memorizando aos poucos. Combinando as posturas com a respiração (ujjayi pranayama, respiração com som pela garganta) e com o foco do olhar num determinado ponto (drishti), e com a utilização de pontos energáticos (bandhas), as distrações externas são eliminadas, e a prática torna-se muito focada e pessoal. Numa aula, cada pessoa pratica ao seu ritmo e de acordo com as suas possibilidades.  É uma prática extremamente completa em termos físicos e transpira-se imenso! Quando experimentei a minha primeira aula de Ashtanga pensei: ´qual rpm! Uma boa prática de ashntanga consegue dar cabo de mim logo pela manhã!´ E foi uma paixão que se foi aprofundando ao longos dos 14 meses em que tenho praticado todos os dias! As razões que me levaram para o tapete não foram exclusivamente físicas, eu estava à procura de algo mais. E aos poucos lá fui encontrando! Foi o início de uma transformação interna e externa!

‘I have fallen in love with yoga, because it has made me fall in love with myself.’

I have recently read this phrase on a blog and I thought: ‘this is exactly what I feel about my yoga practice’. It was love at first sight and it has been extremely important for the development of the relationship with myself and for my self-esteem. Not loving yourself, or your body, can bring several problems, not only psychological, but also physical. How many people are capable to look in the mirror and say: ‘I love you!’. Probably not many. I am still not able to do it. But I am getting closer! Learning to love my body is the first step in that direction. And the practice of yoga has helped me a lot. It has taught me to hear my body and to respect it. To respect the fact that my hip is stiff or that my wrists are weak. It has also taught me also to be patient! And this is one important virtue to have. Things should happen on their own rhythm, it is not worth forcing or rushing. Everything will happen at the right time. A quote that I love is: ‘There is absolutely no need to hurry about anything: everything must happen only at the time appointed by the Universal Law’ by Ramana Maharshi.

The practice of yoga brings the best of us. Far from being just a physical exercise, it has the ability to initiate us in the search for our true SELF. The definition of yoga is union, contact or connection with one superior entity, with reality, with Truth. Without wanting to enter the field of esotericism, in reality yoga is a spiritual path. Many people that eventually start practicing because they want to loose weight or because it is trendy, or because they want to be flexible, if they dedicate themselves with body and soul, sooner or later, they will discover that the physical part is only a small component of a much more elaborate system of personal and spiritual development.
I have always been addicted to the gym and quite extreme forms of exercise, and so yoga seemed to me like a quite boring stretching exercise that would not give me the adrenaline that a good ‘body combat’ or ‘rpm’ class would give. This was until I tried Ashtanga Yoga! Ashtanga differs from other types of yoga in that there is a pre-determined and dynamic sequence of postures that is gradually learned and memorized. Through the combination of postures with breathing with sound (ujjayi pranayama) and with the focus of gaze on an given point (drishti), and with the use of energetic locks (bandhas), the external distractions are eliminated, and practice becomes quite focused and personal. In a class, each person practices at their own pace and according to their possibilities. This practice is extremely complete in physical terms and you sweat a lot! When I did my first Ashtanga class I thought: ‘who cares about rpm! this a hell of a physical workout!’ My passion for this practice has been deepening along the last 14 months of every day practice. The reasons that led me to the mat were not exclusively physical, I was looking for something more. And slowly I found it! And it was the beginning of a big internal and external change!

O caminho / The Journey

Cheguei a uma altura na minha vida em que comecei a questionar-me se era feliz. Depois de muito pensar, a minha conclusão foi que apesar de não ser totalmente infeliz, havia certamente coisas que não estavam bem. Aproveitei a minha estadia em Nova Iorque para tentar perceber o que precisava de mudar. Na realidade a percepção de que algo não estava bem já vem de há muito tempo e acentuou-se com a minha prática de yoga. Mas deixo isso para outro post! Nos últimos meses tenho vindo a descobrir como uma alimentação saudável, a prática de yoga e meditação e sobretudo aprender a viver o momento presente podem transformar a nossa vida.  Quando estamos em sintonia com o nosso corpo, e o alimentamos apenas com o melhor que a natureza tem para nos dar, gera-se um sentimento de calma e paz interior. Se a isto aliarmos a prática de yoga e meditação, é garantido que enfrentamos muito melhor os desafios que a vida nos coloca à frente. Aprendemos a viver o momento presente e a desfrutá-lo o melhor possível. E isso sem dúvida é uma ferramenta essencial nos dias que correm. 
No caminho que tenho vindo a percorrer tenho aprendido bastante sobre como me sentir melhor no meu corpo e na minha vida e sobretudo como ser feliz! É esse caminho que quero aqui partilhar, para que outras pessoas possam usufruir do que aprendi (e ainda estou a aprender) sobre alimentação, yoga e meditação. Incorporando conhecimentos ocidentais sobre nutrição holística com Ayurveda (medicina tradicional indiana) tenho conseguido ultrapassar um grande problema, que de certeza é partilhado por muitas pessoas, sobretudo mulheres, que é a alimentação emocional. Manter um peso saudável sem que isso seja uma constante obsessão, deixar de contar calorias, e sobretudo não ser restritivo no que respeita a uma boa sobremesa, são certamente objectivos atingíveis sem dietas rigorosas e sem aquele sentimento de desejo por uma guloseima! Para além de aprender a conjugar os alimentos de forma a melhorar a digestão, o segredo para o sucesso é aprender a ouvir o nosso corpo e a ser “mindful” em tudo aquilo que fazemos.
Para mim, que sempre tive uma relação obsessiva com a comida, este caminho tem sem dúvida sido muito importante para finalmente encontrar o meu equilíbrio, me sentir bem e confiante. 
Assim sendo, aqui estou eu, a inaugurar este blog! Também este é um grande passo para mim, no meu caminho! O de aprender a partilhar os meus sentimentos e emoções com o mundo! Fiquem atentos a receitas, conselhos, dicas e artigos sobre “wellness”! E claro a relatos da minha experiência pessoal! Segurem-se, porque isto vai ser uma aventura!

I reached a point in my life when I began to question myself if I was happy. After much thought, my conclusion was that although not totally unhappy, there were certainly things that were not right. I took advantage of my stay in New York to try to understand what needed to change. In reality, the perception that something was not right comes from a long time and accentuated with my yoga practice. But I will leave that for another post! 
In recent months, I have discovered how a healthy diet, the practice of yoga and meditation, and above all, learning to live in the present moment, can transform our lives. When we are in tune with our bodies, and feed only the best that nature has to give, a feeling of calm and inner peace is generated. If to this we join the practice of yoga and meditation, we will face the challenges that life brings us much more easily. We learn to live in the present moment and enjoy it as much as possible. And this is undoubtedly an essential tool to have nowadays. 
During my journey I have learned a lot about how to feel better in my body and in my life and especially how to be happy! This is the journey I would like to share, so others can benefit from what I learned (and am still learning) about nutrition, yoga and meditation. Incorporating Western knowledge about holistic nutrition with Ayurvedic (traditional Indian medicine) I have managed to overcome a major problem, which is certainly shared by many people, especially women, emotional eating. Maintaining a healthy weight without it being a constant obsession, stop counting calories, and especially not to be restrictive when it comes to a good dessert, are certainly achievable targets without strict diets and without that feeling of longing for a treat! In addition to learning how to combine foods in order to improve digestion, the secret to success is learning to listen to our body and to be “mindful” in everything we do. 
I have always had an obsessive relationship with food, and this approach has undoubtedly been very important to finally find my balance, and to feel good and confident. 
So here I am, inaugurating this blog! This is actually a big step for me, on my journey! To learn to share my feelings and emotions with the world! Stay tuned for recipes, advice, tips and articles on “wellness”! And of course my personal experience! Brace yourselves, because this will be an adventure!

Página 7 de 7« Primeira...34567